“O julgamento do Supremo Tribunal Federal decidiu que a união estável gay está juridicamente reconhecida no Brasil. Com expressiva maioria de votos, os ministros do STF reconheceram a união estável homoafetiva e seus efeitos jurídicos.
A decisão cria um precedente nacional: gays podem manter uma união estável registrada no Brasil, sendo assim reconhecida pela justiça. Isso garante direitos comuns a casais heterossexuais como pensão, herança, regulamentação da comunhão de bens e previdência. A decisão também deve facilitar a adoção de crianças por duas pessoas do mesmo sexo, reconhecendo então como família gays que possuem filhos adotivos.
Tal decisão repercutiu em cheio na nossa sociedade, provocando reações positivas e negativas, protestos e elogios a medida aprovada pelo STF. Creio, esta ser uma vitória para a comunidade gay num mundo predominantemente preconceituoso em que tal seguimento é uma minoria. Desde os tempos mais remotos, a ciência tenta explicar tal orientação, seguida pelo indivíduo que sente atração por outro do mesmo sexo, gerando vários enfoques, podendo até mesmo ser interpretada como doença. Vivemos no século XXI, quando celebramos a descoberta do DNA, o uso da telefonia celular, inseminação artificial, dentre tantas outras descobertas e conquistas do homem ultra moderno. Com o decorrer do tempo, muitos preconceitos e conceitos caíram por terra , pois o mundo evolui. Portanto, considero inadmissível que ainda se condene e que não seja visto com naturalidade a união entre pessoas de mesmo sexo. Afinal, quem somos nós para condenar ou julgar a preferência sexual de outra pessoa? Basearmos em dogmas e preconceitos antigos para justificar o repúdio a uma forma de se relacionar?Tal atitude não mais se justifica.
Na sua trajetória terrestre o indivíduo deve ter como meta ser feliz, evoluir como espírito e coexistir com seu semelhante de maneira harmônica. Nos é dada a liberdade de decidirmos com quem partilharemos nossas vidas e como construiremos nossos futuros, seja este do mesmo sexo ou não. Erros e acertos no trilhar desta estrada, certamente acontecerão, mas compete ao indivíduo decidir sobre suas parcerias na vida. Então porque não tornar legal esta decisão? Imagine construir todo um patrimônio junto a alguém e ao morrer o parceiro(a) na luta não ter direito sobre este por não ser ligado 'legalmente' ao outro? Não poder incluí-lo(a) no seu plano de saúde ou mesmo não ter o direito de adotar uma criança e assim constituir um núcleo moderno de família? Países de primeiro mundo deram o primeiro passo, legalizando esse tipo de relação e nós, agora, sabiamente, seguimos o rastro para poder tornar mais digna este tipo de ligação, favorecendo àqueles que pertencem a esta parte da sociedade. Considero uma conquista para o segmento e aplaudo a decisão do STF em reconhecer legalmente tal tipo de união.
A tendência da humanidade é evoluir. E com esta evolução, muitos tabus são vencidos, estudos e pesquisas podem levar por terra o que até então é tido como verdade. O ser humano diante disto, muda a sua postura e visão das coisas que o cercam. Sendo assim, o núcleo familiar também pode ser repensado. Creio que a união entre dois seres que se amam e se repeitam seja válida independente do sexo do indivíduo que compõem tal relação. Hoje já não se admite mais ter-se preconceito quanto a opção sexual de cada indivíduo. Vivemos um tempo de liberdade que não deve ser confundido como libertinagem. Afinal quem somos para determinar o que é certo ou errado? Devemos sim, discernir entre os dois termos e escolhermos o que seja de melhor para nós. Aceitarmo-nos mutuamente sem condenações ou repressões, pois o próprio Cristo, durante sua existência terrena, foi um exemplo de amor incondicional.
Compete a nós como formadores das gerações vindouras alicerçá-las desde a sua educação doméstica ensinando-lhes a conviver com as diferenças, a aceitar o seu próximo e a amá-lo incondicionalmente pelo seu valor como ser humano e não pelas suas preferências , a dizer 'não' a atitudes preconceituosas e viver em harmonia com todos que o cercam. Não seria este o exemplo legado pelo filho do Criador a nós, meros mortais?
Daí, digamos não ao preconceito, respeitemos aos direitos do nosso semelhante para que tenhamos uma coexistência pacífica entre nós e com o Universo. A Paz de Olorum com todos! Abraço carinhoso e até a próxima postagem.
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