sexta-feira, 28 de março de 2014

Intolerância Religiosa, mais que um pecado

Somos dotados de livre arbítrio para decidirmos sobre o destino de nossas vidas como também escolhemos como agir e o que devemos fazer em determinadas situações, ou seja, somos responsáveis pelas diretrizes que traçamos e que consequentemente seguimos. Assim também é a nossa preferência religiosa, se é que podemos chamá-la assim.

Nossos direitos acabam no direito do nosso semelhante, estes devem ser respeitados de maneira recíproca para que haja uma convivência harmônica entre todos os seres pensantes. Afinal, quem somos para criticar, condenar ou mesmo repudiar a quem não pactua da mesma forma de pensar que nós? Assim, também é a escolha da própria religião.

Aí atuam uma série de variantes que de acordo com a mente, cultura e outras tantas, levam o indivíduo a crer, cultuar e seguir determinada religião, cabendo a aceitação desta por parte de todos sem questionamentos e críticas maldosas e atitudes de repúdio, sejam elas quais for.

Penso que não existe religião melhor que a outra, nem que existe um Deus propriedade exclusiva de determinada crença. Se os céus tem porta, esta não estará fechada a quem não pertencer a certa religião, restando as demais, os castigos e as brasas do Inferno como professam alguns religiosos.

Então, porque perseguir, criticar ou repudiar a religião alheia? Sabemos que existem indivíduos que se valem de seus cargos públicos de alto escalão para chacotear e perseguir aos seguidores de outras religiões, principalmente as de raízes africanas. Isto já foi reconhecido como crime e leva o nome de 'Intolerância Religioso', mas ainda continua impune.

É um problema é frequente em nosso país. Algumas denúncias se referem à destruição de imagens de orixás do candomblé ou de santos católicos. Ficou famoso no Brasil o pastor da Igreja Universal do Reino de Deus Sérgio Von Helder, que, em 1995, chutou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida em rede nacional de TV. Há também casos de testemunhas de Jeová que são processadas por não aceitarem que parentes recebam doações de sangue, de adventistas do Sétimo Dia a quem não são dadas alternativas quando não trabalham ou não fazem prova escolar no sábado, e de medidas judiciais que impedem sacrifício de animais em ritos religiosos, entre outros.

Recentemente têm provocado reações algumas declarações do presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, Marco Feliciano (PSC-SP). Pastor evangélico, ele escreveu no Twitter que africanos são descendentes de um “ancestral amaldiçoado por Noé” e que sobre a África repousam maldições como paganismo, misérias, doenças e fome. A presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, senadora Ana Rita (PT-ES), se manifestou a respeito.

— São declarações e atitudes que instigam o preconceito, o racismo, a homofobia e a intolerância. Todas absolutamente incompatíveis e inadequadas para a finalidade do Legislativo — disse.

Denúncias cresceram mais de 600% em um ano; crenças de matriz africana são as que mais sofrem ataques

Seria mais interessante que esses políticos tão preocupados com o culto da religião alheia, se ocupassem em promover o bem da coletividade que os elegeram; fizessem melhorias para o bem estar da tão sofrida população brasileira, propiciando educação, trabalho, moradia entre tantas outras necessidades. Aí sim! Justificariam seus pomposos salários e mordomias além do voto que os colocou em situação tão privilegiada. Isso sem falar no vergonhoso envolvimento em falcatruas e desvio de verbas para seus opulentos bolsos e até … suas roupas íntimas!

Gostaria de poder citar nesta minha manifestação de repúdio e indignação pelo menos um ínfimo projeto, desta corja de larápios de gravata, que viesse a beneficiar a população! Pelo contrário: seria necessário mais que um texto para abrigar a enorme lista de corruptos que lesam a consciência do povo brasileiro.

Mas, as vozes desses políticos de colarinho branco se levantam para atacar aos que pertencem a religião que difere da sua, ridicularizando os cultos, querendo levar seus fiéis a descrença e colocá-los em situação vexatória. E para isso que os colocamos no 'Planalto'? O que tem haver o nosso povo de Santo com estes que se dizem proprietários das bênçãos divinas? Será que na cabeça destes acéfalos o certo é arrancar da grande massa ignorante, o pouco dinheiro que têm para própria subsistência para financiar a formação dos grandes patrimônios de suas igrejas?

Precisamos apresentar á Sociedade nossa real motivação religiosa, doutrina e cultura. Devemos exigir o respeito a nossos fundamentos, nossa liberdade de exercício de culto. Como também que o Sr. Marcos Feliciano faça de seu cargo na câmara real uso do que ele significa. Não podemos admitir que um homem eleito pelo povo use do cargo que lhe foi confiado para perseguir religiões, as quais, não respeita, nem conhece; manipulando fragmento das leis para fundamentar um ato contra a lei: desrespeito à liberdade religiosa, defendida pela Constituição Federal e pela Declaração Universal dos Direitos Humanos!

Peço desculpas ao caro leitor pelo desabafo, mas faz-se necessário que levantemos a voz contra tais abusos, afinal o respeito é a base para toda e qualquer relação. Devemos nos fazer respeitar e não dar lugar a intolerância religiosa, crer e professar a nossa religião é um direito garantido por lei.

A todos, a bênção de Olorum sobre suas cabeças! Até a próxima postagem!

sábado, 8 de março de 2014

Basta dizer: Eu te amo!?

"Amar e ser amado." Esta é uma frase conhecida, mas pouco realizada.O ser humano está sempre querendo ser amado, aceito e adorado pelo outro, sem se questionar se internamente está pronto para esse relacionamento.



O sentimento de amor é repleto de alegria. O amor é um sentimento precioso, que vem acompanhado de desapego e aceitação. Numa relação a dois, esse sentimento resulta em atenção, carinho, amizade e presença de ambas as partes.



Entenda-se como Presença, desenvolver o hábito do autoconhecimento. Nos aceitar com todas as qualidades e defeitos, até para podermos mudar alguma coisa se sentirmos necessidade. Estarmos vivendo no agora, em amor e respeito ao nosso ser, nos transforma em uma pessoa pronta para amar dentro de um relacionamento. Só desta forma seremos felizes plenamente. Mas, só conseguimos isso se agirmos com determinação e coragem para domar o ego e as fantasias da mente.



Depender de alguém para ser feliz é a maior cilada já inventada pelo ego. Pessoas dizem estar incomodadas,

se questionando sobre estar só. Elas se ressentem por não ter um companheiro ou uma companheira. Refletindo: estar só significa necessariamente não ter um par? Estar só é sentir-se solitário, sozinho numa situação da vida. Você pode se sentir só até ao lado do amor de sua vida, simplesmente por não estar dando conta de si mesmo. O outro não tem a obrigação e nem vai te completar nunca. Você é quem deve se preencher completamente para, então, satisfazer um companheiro. Esta é a verdadeira mágica do amor. Se cuidar, se amar incondicionalmente lhe fará ser amado exatamente na medida que deseja e precisa.



Esta ideia de que só estamos plenos e realizados com certo alguém que vai nos proporcionar, num futuro próximo, uma família linda e bem sucedida é idealização baseada numa inverdade. Com a crença de que só se é feliz completamente em uma relação de amor, já se pré determina que seremos dependentes do outro.



Quando pensamos assim, limitamos nosso potencial de realizações em várias áreas de nossa vida. Estar ansioso para encontrar um amor pode lhe distanciar de suas metas. Afinal, deixando de viver no presente, além de não perceber o que está acontecendo ao seu redor, você pode se envolver numa idealização do objeto a ser conquistado. Não há nenhuma realidade nisso.



Para amar alguém de verdade, temos que nos amar muito antes. Não estou falando do amor egóico onde, cultuamos nosso corpo, nossas capacidades e talentos com apego. Estou falando de aceitação e respeito. Com isso, você estará pronto para ser amado.



Estando apaixonado, tente de todas as formas ver a pessoa que está a seu lado sem idealizá-la em nenhum momento. Lide só com o que você tem do outro. Parece muito frio, mas é sábio. Isso fará com que você não entregue a ninguém o seu poder de realização. Além de ver tudo com mais clareza, se mostrará ao outro sem armadilhas,o que mais a frente pode fazer a diferença entre a alegria e o sofrimento. Tenha em mente que a felicidade mora dentro de seu coração, porque você se ama antes de qualquer coisa.

Logo, podemos concluir que para sermos amados é necessário que nos amemos, cuidemos de nós mesmos e devemos procurar sermos felizes e não atribuirmos ao outro a 'missão' de nos amar. Isso virá como consequência de estarmos plenos em nós mesmos.



Mas, então poderíamos dizer que há vários sentidos e aplicações para a palavra amor.

Em todos os empregos e usos do termo o significado comum é o de querer bem e agir em favor de algo ou alguém.

Tudo que se faz com plenitude de vontade e intensidade de alma, se diz que é feito com amor.

Portanto, o mal feito é por si só isento de amor porque não é máximo,

não é esforçado, não é bem quisto, antes é feito com má vontade, de qualquer jeito, obrigado e, por isto, livre do significante amor. Em outras palavras, o amor é como as turbinas de um avião ou o motor de um carro.

Sem eles nem um nem outro poderiam sair do estado estático.

É neste sentido que o amor se aplica a autoestima como sétimo pilar, pois sem esta força propulsora nada nem ninguém poderão mover-se e muito menos transformar-se.

Nenhum dos outros seis pilares poderiam se efetivar sem o sétimo. Só o impulso de vida – amor



Não se pode ver o amor, mas pode-se percebê-lo atuante quando as pessoas são compelidas a mudar e a fazer mudar qualquer coisa ou pessoa para um estado melhor, mais bem aprimorado.

Autoestima é a tradução literal do amor próprio. Cada qual tem sua autoestima na mesma proporção do amor que sente por si próprio.

Assim fica fácil entender porque as pessoas se prejudicam e se matam entre si, pois cada qual ama o próximo como a si mesmo.

Aquilo que se faz ao outro é, em análise, aquilo que se deseja fazer a si mesmo, mas de uma forma velada.

E o que se quer fazer veladamente a si mesmo é o límpido reflexo da consideração e amor que cada um nutre e mantém por si mesmo.



Ninguém que desonra a si mesmo poderá ter o outro em honra.



Em outra perspectiva desta análise, pode-se entender as pessoas que nos agridem e nos machucam como praticantes de ação proporcional ao ódio e repúdio que elas sentem por elas mesmas.

Só quem conhece e experimentou o amor pode amar.



Aquele que não sabe e sequer provou desta força chamada amor, jamais poderá desejar ou fazer o bem a si mesmo, quem dirá ao próximo.



Viver sem se sentir amado é uma porta para a angústia e a depressão, torna a vida muito mais dolorosa do que normalmente seria. Tudo fica mais difícil, se relacionar fica mais difícil.



Estudar, trabalhar, produzir fica quase impossível e então reina o impulso de morte, tornando as pessoas mais amargas, destrutivas, maldizentes e infelizes.



O que esperar dessas pessoas?



Não há perspectiva de vida, de sucesso ou mesmo de futuro quando a pessoa não se sente amada, querida, desejada.



Portanto, não basta dizer a uma pessoa que a ama ou usar sua linguagem de amor para acreditar que o outro está sendo amado.



É necessário que o outro se sinta amado para que possa experimentar esta força que transforma e revitaliza qualquer pessoa que é agraciado por ela.



Nada pode ser mais sublime e produtivo para uma pessoa do que sentir-se amada pelo pai, pela mãe, por Deus, por qualquer alguém que lhe importa ou pela sociedade de uma forma geral.



Os piores delinquentes, capazes das piores ações destrutivas e práticas antissociais são pessoas incapazes de sentir e experimentar o amor.





Esta incapacidade pode ser congênita, relacionada à micro lesões cerebrais que impedem o processamento de tal sentimento ou mesmo pela experiência do abandono, do descaso e do desprezo elaborados de forma peculiar em suas mentes a partir das ações e palavras de seus entes mais próximos, a partir do nascimento até algum momento de sua vida em que ocorre um insight negativo e passa a crer na ideia de que não é amado o suficiente, antes se sente indesejado e rejeitado.

Eis a semente do mal, da criminalidade.



Ninguém rouba, mata ou destrói por amor, mas por ódio e revolta.



Como é saudável acreditar que Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu único Filho para que todo aquele que nele crer tenha a vida eterna.



Como é poderosa quando dita com sinceridade a frase “eu te amo”.



Experimente dizer mais vezes eu te amo com as pessoas que você quer bem, mas comece dizendo a si mesmo(a) toda vez que se olhar no espelho pela primeira vez no dia.



Pois, ainda que eu falasse as línguas dos anjos se não houver amor, nada adiantará. É preciso se sentir amado e experimentar este sentimento.



E se alguém não se sente amado e, portanto, não experimenta o amor como poderá ter bem consolidado o seu amor próprio?



Assim, terá invariavelmente comprometido todos os sete pilares da autoestima.



Apenas para fechar com 'chave de ouro', citarei do primeiro livro que o apóstolo Paulo escreveu aos Coríntios, registrado no Capítulo 13, versos 1 a 8 da Bíblia, como se segue:



“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha[...]”.

Portanto caro leitor internauta, ame-se. Demonstre o amor que sente pelo seu semelhante de forma que ele também se sinta amado,o contrário este sentimento de nada valerá para ambos. A concretização do sentimento precisa de atos, além de palavras vazias. Estas o tempo apaga, o vento leva, mas podem ser perpetuadas, pontuadas por ações. O amor de Olorum por seus filhos nos proteja de todo o mal, que este estaja presente em nossas vidas! Até a próxima postagem!

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Àgua, patrimônio da Humanidade

A água, assim como o Sol, é um recurso natural indispensável à vida nosso planeta. Possui um enorme valor econômico, ambiental e social, fundamental à sobrevivência do Homem e dos ecossistemas na Terra. As primeiras formas de vida surgiram nos oceanos há cerca de 4 milhões de anos. A água é fundamental porque é um recurso natural único, escasso e essencial à vida de todos os seres vivos. Por muitos milhares de anos, subsistiu a ideia de que a água era um recurso infinito, esta ideia tinha como base a abundância deste recurso natural na Natureza.

Nos nossos dias, o desperdício aliado ao aumento na procura deste recurso, tornou-se num problema que requer a atenção de todos, devido à decrescente disponibilidade de água doce no nosso planeta. Se tivermos em conta que diariamente usamos a água nas mais diversas atividades na nossa vida (higiene pessoal, alimentação, rega e limpeza, indústria e agricultura), e nem sequer temos a noção da sua importância, temos aqui a prova de que ainda temos muito que aprender relativamente à importância deste recurso na nossa sobrevivência.

A água é um recurso natural de valor inestimável. Mais que um insumo indispensável à produção e um recurso estratégico para o desenvolvimento econômico, ela é vital para a manutenção dos ciclos biológicos, geológicos e químicos, que mantêm em equilíbrio os ecossistemas. É, ainda, uma referência cultural e um bem social indispensável à adequada qualidade de vida da população.

A conservação da quantidade e da qualidade da água depende das condições naturais e antrópicas das bacias hidrográficas, onde ela se origina, circula, percola ou fica estocada, fora de lagos naturais ou reservatórios artificiais.

Isso porque, ao mesmo tempo em que os rios, riachos e córregos alimentam uma determinada represa, por exemplo, eles também podem trazer toda a sorte de detritos e materiais poluentes que tenham sido despejados diretamente neles ou no solo por onde passaram.

Recentemente muito se tem falado a respeito da "crise da água", e especula-se sobre a possibilidade da escassez deste recurso vital se tornar motivo de guerras entre países. É preciso haver consciência de que, exceto no caso de regiões do planeta em que há uma limitação natural da quantidade de água doce disponível, na maioria dos países o problema não é a quantidade, mas sim a qualidade desse recurso, cada vez pior devido ao seu mau uso e gestão inadequada.

O tema água e sustentabilidade tem sido amplamente discutido, especialmente em 2013, ano considerado “o ano da água”. A melhor forma de utilizá-la e como preservar mananciais e nascentes das mudanças climáticas oriundas do aquecimento global merecem destaque quando pensamos no futuro de nosso planeta.

A população mundial tem crescido rapidamente e a água do nosso planeta continua a ser distribuída da mesma forma. Não bastasse isso, boa parte desta água é, diariamente, contaminada por esgotos não tratados nas cidades. Governos e cidadãos devem se conscientizar da importância dela para um futuro próspero, sendo que para aqueles é necessário que seja realizada uma reestruturação do sistema de saneamento e abastecimento e para estes evitar a poluição de água pelo lixo já contribuiria sobremaneira para a sua preservação.


Muitos acreditam que num futuro próximo a falta da água irá gerar guerras entre países, o que não assusta uma vez que hoje já ocorre rivalidade em torno dela. O aquecimento global, que vem provocando aumento da temperatura em todo planeta poderá acabar com diversas fonte de água doce no planeta. Não bastasse isso, as águas dos polos, que são nossas reservas de água potável para o futuro, estão derretendo cada vez mais rápido. A ONU tem levado o tema a diversas reuniões entre nações, contudo nem todas tem adotado medidas para diminuir a emissão de gazes na atmosfera.


O surgimento, a manutenção e o futuro da vida na terra está atrelada a existência de água, motivo pelo qual são necessárias atitudes conscientes de todos nós para a sua preservação. Não basta que alguns países adotem medidas visando a utilização da água de forma consciente. Ela é patrimônio da humanidade e há que se pensar assim para que no futuro ela não falte e se torne objeto causador de guerras e causador da disseminação da raça humana.

No Candomblé, usa-se a água de forma variada. Serve para os banhos de amacis, para cozinhar, para lavar as contas, para descarregar os maus fluídos, para o batismo. Dependendo de sua procedência (mares, rios, chuvas e poços), terá um emprego diferente nas obrigações.

A água poderá concentrar uma vibração positiva ou negativa, dependendo do seu emprego.

A água tem o poder de absorver, acumular ou descarregar qualquer vibração, seja benéfica ou maléfica. Nunca se deve encher de água, o copo até a boca, porque ela crepitará. Ao rezar-se uma pessoa com um copo de água, todo o malefício, toda a vibração negativa dela passará para a água do copo, tornando-a embaciada; caso não haja mal algum, a água ficará fluidificada. Nunca se deve acender vela para o Anjo da Guarda, para cruzar o terreiro, para jogar búzios, enfim, sem ter um copo de água do lado. A água que se apanha na cachoeira, é água batida nas pedras, nas quais vibra, crepita e livra-se de todas as impurezas, assim como a água do mar, batida contra as rochas e as areias da praia, também acontece o mesmo, por isso nunca se apanha água do mar quando o mesmo está sem ondas.

A água da chuva, quando cai é benéfica, pura, porém, depois de cair no chão, torna-se pesada, pois atrai à si as vibrações negativas do local.

Por esse motivo nunca se deve pisar em bueiros das ruas, porque as águas da chuva, passando pelos trabalhos nas encruzilhadas, carregam para os bueiros toda a carga e a vibração dos trabalhos; convém notar que os bueiros mais próximos da encruzilhada são os mais pesados, porém não isenta de carga, embora menos intensa, os demais bueiros da rua.

Enfim caro leitor internauta, a importância da água pode ser traduzida numa única palavra: ”VIDA!” Sem água a vida é impossível, creia.

A Água está presente em praticamente todos os trabalhos do Candomblé, e sua função é importantíssima.

Por seu poder de propiciar vida ela atrai a vida à sua volta, seja material ou espiritual.

As águas utilizadas para descarrego, têm funcionamento parecido com a fumaça, sendo que a fumaça carrega as energias consigo similar ao vento, e a água absorve estas energias.

As águas em quartinhas nas obrigações significam energia vital, e nas quartinhas junto às velas do Eledá, têm a finalidade de atrair para si as energias que por ali passam, atraídas pela Luz.

Conhecemos e fazemos uso em rituais de água de procedência de campos sagrados, tais como: Rocha, Mar, Mina, Mar Doce(Encontro de rio e mar), Chuva, Cachoeira, Rio, Poço, Lagos, Lagoas e Orvalho.

Todas podem ser utilizadas em banhos, assim além de portadoras de seus próprios axés, serve de veículo para o axé dos demais componentes do banho.

Estas águas devem preferencialmente ser recolhidas e armazenadas, utilizando-se recepientes adequados, outras águas não podem e não devem ser armazenadas por muito tempo, pois “água parada apodrece”. Logo, cuidemos dela para que esta nos retorne em forma de vida e energia. A Paz de Olorum conosco hoje e sempre! Até a próxima postagem!





segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Todo dia não é dia de índio


 
Eles eram os senhores das 'Terras Bazilis'. Sempre viveram em bandos, com suas próprias regras e leis que regiam sua convivência e a coesistência harmônica com a natureza, numa perfeita simbiose na qual a terra mãe dáva-lhes o sustento e eles cuidavam dela como filhos abnegados e respeitosos. Da caça e da pesca e até mesmo da agricultura, vinham seus alimentos e até mesmo as suas sumárias e coloridas vestes e utensílios domésticos. Exemplo de par perfeito: homem e natureza seguiam felizes em terras tropicais, cenário harmonioso de bela fotografia até o dia 22 de Abril de 1500, quando o homem branco, vindo de terras européias, aqui chegou , tomou posse e se estabeleceu, subjulgando os até então donos do lugar, tomando-lhes a liberdade de viver da maneira como quisessem e ainda querendo impor a eles, 'reis do local', o trabalho escravo.

'Todo dia era dia de índio, mas agora eles só têm o 19 de abril', recitava Baby Consuelo na canção de Jorge Benjor, 'Curumim chama cunhatã que eu vou te contar (Todo dia era dia de índio), em meados da década de 80. Infelizmente, para atualizar os versos da canção, poderíamos dizer: 'todo dia não é dia de índio, mas agora nem o 19 de abril eles têm!'.

Com o passar do tempo e com os avanços científicos e tecnológicos é previsível que as civilizações se desenvolvam e propaguem suas culturas. Principalmente com o avanço da ideologia da globalização, em que presenciamos uma 'miscigenação de culturas' e com uma ciência e conhecimento interdisciplinar, em que as áreas se fundem e compartilham suas teorias e pesquisas. Assim deveria ser com as diferentes culturas, a heterogeneidade deve ser preservada.

Esse avanço seguiu o rumo contrário com a civilização indígena, ao invés de integrar, separou e vem contribuindo para a devastação de uma cultura tão sábia e rica como a dos índios.

Ensina-se nas escolas, de forma fragmentada, que a cultura indígena se resume ao dia 19 de abril. Basta consultar os livros didáticos que vai se encontrar a figura de um índio em uma oca ou com vestimentas estranhas totalmente desconectada com a História do Brasil e ao olhar dos estudantes.

Em nome da globalização neoliberal estamos ceifando o futuro indígena. Atualmente a mídia brasileira e os seguidores das ideologias de Cabral e Paes colocam os índios como invasores, a religião condena suas práticas como demoníacas, os governantes estão preocupados com a (PEC) 215 e na diminuição das terras indígenas.

Não resta muita saída para os índios na cultura da modernidade. Os princípios regidos pelo o que estão denominando como avanço é totalmente contrário a ideologia de vida indígena. No mundo dos índios não existe espaço para desmatamento, plantação de soja em larga escala, destruição de aldeias e muito menos construções megalomaníacas.

A terra para o povo indígena não é uma mercadoria, não é um produto de compra e venda. Para os índios a terra é vida, história. É onde foram enterrados seus ancestrais e para onde um dia retornarão, ou seja, um referencial apontado pelo destino.

Começamos o desenvolvimento tirando dos índios o pau-brasil, depois tentamos tirar deles a liberdade os escravizando, atualmente estamos tirando suas terras. A maneira mais fácil em destruir uma civilização é apagando a sua cultura e sua história, isso já começamos a fazer, o que vêm pela frente... nem precisa ser dito.

A conscientização dos índios cresce, eles adquirem mais influência política, se organizam em grupos e associações e estão articulados em nível nacional, muitos se educam em níveis acadêmicos e conquistam posições de onde podem melhor defender os interesses de seus povos, vários simpatizantes de prestígio no cenário brasileiro e internacional se juntaram espontaneamente a eles dando-lhes apoios diversificados, e já existem muitas terras consolidadas, mas muitas outras estão à espera de identificação e regularização, e outras ameaças, como os problemas ecológicos e políticas conflitantes, contribuem para piorar o quadro geral, deixando diversos povos em difíceis condições de sobrevivência. Para grande número de observadores e autoridades, os avanços recentes, entre os quais se inclui notável expansão na área de terras demarcadas e uma taxa ascendente de evolução populacional após séculos de declínio constante, não estão compensando os prejuízos para os índios em uma multiplicidade de aspectos relacionados à questão fundiária, sendo temidos importantes retrocessos num futuro próximo.

No Candomblé cultua-se o caboclo, personalizado pelo índio, é o dono da terra. Na sua maioria são espíritos de índios. Os caboclos de maior popularidade são: Tupinambá, Tupiniquim, Sete flechas, Pena Branca, Sultão das Matas, Sete Serras, Serra Negra, Pedra Preta, Erú, Rompe Mato, Raio do Sol, Rompe Nuvem e outros. Na Bahia os Candomblés são em maioria caboclos, são um misto de Keto e Angola.

Trata-se portanto de um exemplo nítido do sincretismo religioso popular no Brasil.

Registam-se nele influências indígenas e mestiças, resumindo-se os hinos especiais de cada encantado ou caboclo, cantados em português, a uma declaração dos seus poderes sobrenaturais.

Existem ainda os “Candomblés de Caboclo”, típicos dos cultos trazidos pelos negros de Angola. Nessas cerimônias, as filhas e os filhos de santo incorporam não apenas os orixás, mas também os espíritos de “caboclos”, que seriam entidades de luz da corrente indígena.

Assim sendo, caro leitor internauta, devemos respeito e admiração a este povo sofrido, formador da cultura brasileira, que vem perdendo o espaço que sempre foi seu para o homem branco em nome do progresso. Acuados suas terras de direito, perdem a cada dia seu espaço territorial e sua cultura. No Candomblé, recorre-se a eles e a força que eles representam para ajudar na resolução de problemas e são cultuados e referenciados com respeito e admiração. Então, porque não estender este conceito ao nosso cotidiano, valorizando estes nossos irmãos tão sofridos , verdadeiros 'pais' da terra que habitamos? Pense nisso... que a forças do Caboclos nos ajudem a vencer nossas batalhas diárias! Iluminados sejamos nós por nosso pai Olorum! Até a próxima postagem!

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Para ser meu herói é preciso que morra de over dose?

Outro dia, escutando alguns discos antigos, deparei com a música escrita pelo saudoso Cazuza, Ideologia, a qual me chamou atenção. A letra fala da visão de um jovem que se mostrava aturdido com os fatos que vinham ocorrendo na década de 80, sob vários aspectos da sociedade da época, fatos ocorridos e da desilusão deste frente a tudo, perdido e totalmente descrente, frente a tantas informações e buscando uma diretriz a seguir.
Na minha leitura, o poeta referencia e reverencia Jim Morrison, Janis Joplin, Jimi Hendrix, entre muitos outros que na década de 70 perderam suas vidas por overdose e álcool. Fazendo uso da licença poética, Cazuza associa os trechos em síntese, narrando (na época), como quem se queixava de que: seus grandes artistas e referências se perderam para as drogas enquanto que aqueles que ele reprovava estavam no poder e que havia muito pouco que pudesse ser feito. Incrível como esta letra ainda reflete tão bem a nossa realidade.
Mas, me ative na estrofe '… meus heróis morreram de over dose', daí me questionei … será que para ser tido como herói um homem precisa morrer de 'overdose'!? O que levaria alguém tão idolatrado a seifar a própria vida no ápice de sua carreira? Tal atitude pode influenciar aos seus fãs e incentivá-los a seguir a mesma trajetória, presumo.
Frente a situações adversas, tal como a perplexidade de Cazuza ao caos instaurado nos loucos anos 80, não vendo perspectivas de melhora ou saída para situações, o único caminho a seguir seria 'acabar' com aquela angústia e ingerir doses excessivas de tóxicos e/ou entorpecentes. Até hoje, muitos jovens veem no uso de drogas a solução para os seus problemas do cotidiano. O fácil acesso a elas, a desinformação e as más influências conduzem a isso. Como as 'personalidades' são exemplos a serem seguidos, podem ser interpretados como 'heróis', uma vez que tiveram a coragem de por fim as suas angústias, mesmo através do uso de drogas pesadas e praticar atos insanos como atentar contra a própria vida.
A modernidade deturpou o perfil do 'herói'. Tinha-se como herói, quem fosse capaz de atos dignos de admiração para o bem, o 'politicamente correto', de moral ilibada, aquele que se arriscasse pelo seu semelhante, um exemplo a ser seguido, o audaz, o paladino da justiça. Agora é aquele que é 'esperto', ludibriador e safo em situações de perigo. Ele pode ser até mesmo um meliante que nunca é pego pela polícia, um matador ou coisa que o valha. São tidos como exemplos a serem seguidos por aqueles que estão sem diretrizes e não sabem o que fazer diante de determinadas situações. Daí, tornar-se comum, nos dias de hoje, homens manterem suas companheiras e filhos em 'cárcere privado' após o fim de um relacionamento, como vimos no caso Lindemberg dentre tantos outros que chamaram atenção de todo o Brasil e do mundo durante dias.
Precisamos ter caráter forte e sabermos discernir entre o bem e o mal , para não nos deixarmos contagiar por estas más influências e termos o nosso foco voltado para o que seja de construtivo em nossas vidas. Fortalecermos nossas barreiras contra as ideias errôneas do que possa ser bom para nós e para o nosso semelhante. Aos jovens que assistem aos acontecimentos atuais com admiração e sentem-se inertes perante tais fatos, fica o ponto de reflexão para não permitir que os 'seus inimigos' cheguem ao poder, pois foi a falta de consciência política de muitos que os colocaram nos lugares que estão ocupando; os seus heróis não precisam morrer de overdose: se são verdadeiramente heróis, devem lutar e vencer para merecer tal título. Morrer pode ser uma forma de 'derrota', inconcebível ser este o fim de um herói!
A você meu leitor internauta, um 2014 de muitos êxitos e realizações! Lembre-se de que sem luta não há vitória, mas na guarda de Olorum tudo é possível, só depende do nosso empenho e merecimento frente a Ele. Muita Paz e Luz em seus caminhos, até a próxima postagem!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Diversidade Sexual: As Diferenças



Um dos temas mais polêmicos da Atualidade é o da sexualidade humana e as formas sob as quais são analisadas nos diversos campos da ciência.
Cada vertente tem uma visão, pautada nas mais diversas fontes de conhecimento e cada uma delas, dentro da sua convicção, condenam ou apoiam a homossexualidade.
O homem, para alento de suas dores, suporte para vencer os obstáculos a ele imposto, tem a necessidade de 'crer', depositar esperanças de que seus sonhos se realizem, de que seus problemas terão solução e possa ter uma existência tranquila e em paz com as forças que regem o Universo. Normalmente tais 'forças' são buscadas na religião, que neste âmbito, congrega àqueles que creem nos mesmos dogmas espirituais.
O Catolicismo foi miscigenado ao Candomblé, dando origem ao sincretismo como forma de 'unificar' o culto aos deuses africanos com os santos católicos, possibilitando assim aos africanos para aqui trazidos, cultuarem seus deuses de forma camuflada. Mas, muitos dos dogmas da Igreja Católica não são adotados no Candomblé: um destes é a visão do homossexualismo.
A Igreja Católica mostra-se avessa a homossexualidade, não aceitando-a e até mesmo combatendo qualquer ideia que seja oriunda deste padrão da sexualidade humana, enquanto que o Candomblé não condena nem discrimina esta faixa da população.
Ao contrário do que é dito, ninguém opta por ser homossexual. Isso pode aflorar, em qualquer momento da vida, por uma série de motivos particulares a cada um. Como também pode permanecer latente por toda a existência de determinada pessoa. Orientam-se os filhos(as) para que assumam as características tidas como padrão do sexo ao qual pertencem, mas não se pode prever qual será sua postura diante da questão da sexualidade ao crescerem. Diante disso, muitos homens com alma feminina que se veem presos a corpos masculinos e vice-versa, sofrem na sua existência terrena por ter que carregar este estigma, cuja imagem refletida no espelho contraria a da alma naquele corpo contida. Daí, surge o questionamento: quem somos nós para condená-los? Classificá-los como doentes ou 'anormais'? Querer aplicar-lhe castigos e atribuir-lhes penitências para remissão dos pecados!... Francamente.
A Igreja Católica pauta suas colocações, em estudos que classifica como científicos, querendo mostrar ser o homossexualismo um problema psicológico, diz Eduardo da Costa, Mestre em Filosofia do Conhecimento pelo Ateneu Pontifício Regina Apostolorum de Roma, formado em Associate of Arts em Humanidades pela Faculdade dos Legionários de Cristo em Connecticut, EUA., em seu texto publicado na web: '... mais de cem anos de estudos e investigações mostram uma conexão clara entre homossexualidade e causas psicodinâmicas, ou seja, o processo dinâmico do desenvolvimento psicológico.' (fonte:http://www.pastoralis.com.br/pastoralis/html/modules/smartsection/item.php?itemid=791) e ainda nesse mesmo texto o autor cita: 'A doutrina da Igreja sobre homossexualidade se ajuda de dados oferecidos pelas ciências naturais e sociais:
Suporte das ciências médicas: Os atos homossexuais causam danos permanentes aos órgãos sexuais e outros tecidos. Eles também aumentam o risco de muitos outros problemas de saúde, inclusive doenças transmissíveis sexualmente.
Suporte das ciências psicológicas: Existe uma alta correlação entre homossexualidade, depressão clínica e tendência de suicídio. Mais ainda, pesquisas psicológicas identificam alguns fatores que levam a condição homossexual, o que nos levam a pensar que as inclinações homossexuais são signos de feridas psicológicas e emocionais.'
e ainda aponta como solução:'A Igreja também trabalha para prever e prevenir o desenvolvimento dessa condição fomentando a formação de lares a exemplo da Sagrada Família.
A atração e atos homossexuais resultam de uma série de feridas emocionais muito específicas e de conflitos na infância, adolescência e idade adulta. As feridas emocionais que estão na origem da homossexualidade podem ser identificadas e tratadas com sucesso, através da oração, dos sacramentos, de uma terapia do perdão e com o auxilio de especialistas qualificados.
A Igreja, ademais, aconselha que se tratem estas pessoas com carinho e dignidade, evitando todo tipo de descriminação e aconselha a estas pessoas uma vida casta e de autodomínio.'
Outro autor, membro da Igreja católica cita: 'a alegação de membros católicos de que a prática da homossexualidade e a prática de um estilo de vida católico romano são conciliáveis é de fato falsa, já que uma coisa não poderia estar mais distante da outra. [...] Uma coisa é acreditar em Deus, em Energia, em um Poder Superior ou o que quer que uma pessoa escolha acreditar e agir em concordância, mas se um homossexual desejar seguir a ICAR e todas as suas práticas regulares, ele (homens foram o foco do trabalho) deve estar plenamente consciente que essa crença o vê e às suas ações e expressões sexuais como impuras, não-naturais e não-sancionadas por Deus, imorais, más, depravadas, semi-patológicas, um crime merecedor de execução, uma “condição” que deve ser crucificada, extirpada da existência, exorcizada como se fosse um demônio, a antítese de uma união vivificante e a destruição definitiva do plano de Deus para a humanidade.'
Diante do exposto, vamos aprender a conviver com as diferenças, sejam elas quais forem. Abaixo os preconceitos que só involuem o progresso da humanidade e tornam mais difícil a vida de ser vivida.
Somos todos iguais a presença de Deus e que Ele mesmo nos ilumine e nos guie no caminho do bem. Até a próxima postagem!

 

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Abaixo as diferenças!

A sociedade modifica-se com o passar do tempo. Conceitos e tabus tendem a cair por terra, a medida que descobertas no campo da ciência médica são feitas, a cura de doenças até então apenas vislumbradas tornam-se reais e a longevidade é uma realidade até em países de terceiro mundo. Os modelos de núcleos familiares também se modificam, construindo novos padrões e conceitos a serem seguidos.
Até certo tempo atrás, a ideia que tínhamos de um casal da raça humana é que este era constituído de um homem e de uma mulher. Agora, também denominamos como 'casal' o par de pessoas de mesmo sexo. O que antes era inconcebível, está se tornando corriqueiro: já presenciamos cerimônias de casamento para unir casais que vivem relações homoafetivas, vemos locais públicos frequentados por este tipo de público e a troca de carícias entre eles. Artistas assumem a sua homossexualidade e não temem a represália do seu público, que pelo contrário, até apoiam a atitude 'corajosa' destes. Pais aceitam, mesmo que com uma certa relutância, a opção sexual de seus filhos e procuram conviver com esta realidade. A duras penas, 'as cabeças' vêm se modificando e modelando novos núcleos familiares. Sem falar que o assunto 'homossexualidade' é discutido sem falsos pudores e mesmo constata-se que este não é um 'tipo de doença' ou mesmo que trata-se de um 'castigo divino'. Mesmo que a passos lentos, novos conceitos estão surgindo frente a esta 'modificação' pela qual a sociedade moderna está passando. Testemunhamos uma fase de transição para uma nova fase da história da Humanidade, presumo. Neste raciocínio, como devemos educar as futuras gerações para conviver com estes novos núcleos familiares? … Complicado!
As crianças de hoje são bastante 'antenadas'. Tomando como análise as escolas, onde encontram-se alunos, cujos pais vivem relações homoafetivas convivendo com outros oriundos de núcleos heterossexuais, logo de concepções diferentes gerando perguntas difíceis de responder como as do tipo: 'Você tem dois pais e nenhuma mãe?', ou mesmo 'Já que seus pais são duas mulheres, qual das duas é o seu pai?' Se para determinados adultos é complicado aceitar, imagine para uma criança com a mente em formação? É necessário que seja passada a ideia do respeito, antes de tudo e com sutileza mostrar que isto é normal não sendo nada de mal que se constitua esse tipo de família. Quebrar tabus não é nada fácil, mas faz-se necessário que estes sejam quebrados para que tenhamos uma sociedade igualitária e justa, sem 'boolings' traumatizantes e nem discriminações.
Parafraseando Walter Franco, 'Tudo é uma questão de manter/A mente quieta/A espinha ereta/E o coração tranquilo' se é que me faço entender.(risos)
O futuro já é amanhã e ele é incerto. Daí, compete preparar-nos para ele e suas surpresas. Ensinar aos nossos pequenos que somos livres para fazermos nossas escolhas e que devemos arcar com as consequências que estas possam trazer também implica no respeito ao próximo, base para qualquer relacionamento humano.
O importante é que sejamos felizes e façamos ao nosso próximo também feliz. Isso não é tão difícil se aprendemos a conviver com todo e qualquer tipo de pessoa, dizer não aos preconceitos é sinal de evolução e de amadurecimento. A sociedade caminha a passos largos e não devemos ficar atrás no tempo presos a tabus e antigas normas de convivência. Renovar-se também é uma forma de evoluir. O mundo está aí para compartilhá-lo e convivermos. Porque não de uma forma harmônica e pacífica? Isso também é aceitar os novos modelos de núcleos familiares que ora se formam. Que Olorum nos acompanhe nas nossas jornadas! Até a próxima postagem!

Quem sou eu

Minha foto
Pedagogo por formação, terapeuta holístico cuja mediunidade aflorou aos 5 anos de idade e desde então vêm crescendo na sua trajetória de vida voltando-se aos estudos da espiritualidade. Alia a mística e a ciência para ajudar a aqueles que o procuram para auxiliar na transposição de obstáculos que a vida a eles impõe.

Além de terapeuta holístico (registrado na Ordem dos Terapeutas Holísticos do Brasil, sob cadastro OTH015), numerólogo, também é adepto do Candomblé e tem como Orixá Iansã, Deusa dos Raios, a qual é regente da vida dele: “Em Iansã, deposito toda fé e confiança! “ – palavras de Alyryo.

Aqui, ele esclarece sobre aspectos desta Entidade, através de artigo publicado na revista 'A História dos Orixás' páginas 50 a 52(Clique aqui para acessá-las).

Aqueles que tiverem dúvidas, curiosidades ou mesmo questionamentos sobre assuntos inerentes a:

Numerologia,

Cartomancia,

Jogo de Búzios(IFÁ),

Psicanálise Holística,

Terapia de Vidas Passadas(TVP)

Poderão dirimi-las em contato direto com este médium-vidente pelo e-mail:'alyriobrasileiro@yahoo.com.br'ou pelo tel: (71) 8158.4582 sendo estes também os contatos para marcação de consultas
( que também podem ser feitas por telefone)

Ao Internauta:

Este blog é um canal aberto entre mim e o público em geral. Para que possamos nos comunicar e discutir sobre temas vários como o Candomblé, religião da qual sou adepto a 27 anos.
Nele também estão postadas reportagens feitas comigo pela imprensa baiana e paulista aos quais falo um pouco sobre o meu trabalho como terapeuta e como médium, além de contar como tudo começou já na minha infância.
Espero poder contar com a colaboração de todos os internautas que o acessarem deixando seus comentários sobre as minhas postagens para que possamos crescer juntos em experiências e fazer novas amizades.
Em tempo, convido aqueles que desejarem conhecer mais sobre o meu trabalho que façam contato pelas vias aqui divulgadas.
Enfim, que este seja nosso ‘espaço virtual’ onde poderemos manter contato e estreitarmos nossos laços de amizade! Sejam todos bem vindos!"

Obrigado Amigos! Ultrapassamos a marca dos 1.000 acessos!

Ultrapassamos a marca de 1.000 acessos ao nosso Blog! Dado este pontuado desde o seu lançamento em Junho de 2010 e nesta oportunidade gostaria de agradecer o apoio de todos os que o acessaram e que nos deram retorno das postagens que realizei durante o período.

Fico muito feliz com a aceitação do trabalho, o que me estimula a prosseguir usando este canal de comunicação com o mundo, onde posso expressar minha ideias e opiniões ao tempo em que também me possibilita saber o que pensa o público que me procura tanto presencial quanto virtualmente. Fora a oportunidade de falar sobre a minha religião o Candomblé, da qual sou adepto a 27 anos na qual ponho toda fé e dela me considero um instrumento de ajuda para aqueles que dela tanto necessitam.

Gostaria que me enviassem sugestões de temas que vocês gostariam de ver comentados por mim no blog e que também me ajudem a divulgar a existência desta nossa via de comunicação.

Mais uma vez agradeço as visitas, críticas e sugestões: através destas é que crescemos e aprendemos sempre! Que Olorum ilumine os nossos caminhos!

Seguidores