sexta-feira, 29 de março de 2013

Páscoa e Candomblé

Vivemos um tempo de reflexão e de preparação para recebermos o Cristo em nossos corações, independente da forma de credo que nos leva a Olorum. Com a fusão das religiões afro-brasileiras e o catolicismo, propiciada pelo sincretismo religioso, este mesmo período é celebrado por ambas as vertentes religiosas, mas com óticas diferentes. A QUARESMA é um evento católico, tendo o seu período definido por uma convenção católica e adotado como tradição pelos católicos no mundo.
Bom senso, respeito as crenças alheias e a força do sincretismo foram algumas das considerações levantadas para se conviver com a essa realidade que existe, nos terreiros dos cultos afro-brasileiros. Tem terreiros, templos, casas, tendas etc., que não possuem ritos nesses dias, enquanto que em outros realizam-se cerimônias apropriadas para o período. Nas casas de culto afro-brasileiro, os Orixás estão ausentes nesse ciclo.
Olorogum, Lorogun ou lórogún é uma obrigação que acontece depois do carnaval e determina um período sem festas nos terreiros de umbanda e candomblé.
O Olorogum marca o período para descanso coletivo, marcando o final do ano litúrgico.
O lorogun acontece propositadamente no período da quaresma católica, logo depois do carnaval, terminando justamente no sábado de aleluia (primeiro sábado da lua cheia), onde começa o início do ano litúrgico (Ano Novo) para o povo do santo.
O encerramento do ano litúrgico acontece durante os quarenta dias que antecedem a Páscoa no catolicismo com o Lorogun, em homenagem a Oxalá.
Neste ritual não acontece sacrifício animal, embora seja oferecida comida ritual não só aos Deuses, mas à todos os participantes, servidos diretamente por todos os orixás do terreiro, extraordinariamente vestidos com roupas estampadas, menos os orixás funfuns que sempre estão com os seus vestes brancos.
A comida é comportada em duas capangas à tira colo e distribuída a todos os presentes, depois estas capangas são penduradas na árvore sagrada do terreiro.
Em seguida, todos os orixás saem com um ichã devida enrolado com tecidos ou papéis e começam simbolicamente uma luta, parecido com maculelê, este mesmo objeto é levado e depositado aos pés da árvore sagrada do terreiro.
Neste momento todos os orixás seguram nas mãos uma quantidade de folha sagrada, que são passada no corpo de todos os presentes, inclusive uns aos outros, formando um verdadeiro alarido, dando uma impressão de briga ”guerra” que é interrompida com a manifestação de Oxalá, imediatamente tudo volta a calmaria e todos dançam sob um grande alá (pano branco), os cânticos sagrado deste orixá da paz.
O exposto não exclui a possibilidade do membro do Candomblé participar das comemorações do período da Páscoa Cristã, nem das tradições de comer peixe ou mesmo de trocar ovos de Páscoa como reza a tradição católica, devendo este apenas resguardar os preceitos ditados pelo Candomblé e cumprir seus compromissos com o seu Orixá de frente. Portanto, a você meu fiel leitor internauta, o meu desejo de uma Feliz Páscoa, com mesa farta ao lado de pessoas queridas e muitos ovos de chocolate como forma de desejar felicidade a eles também. A Benção de Olorum sempre presente em nossos caminhos! Até a próxima publicação!



domingo, 17 de março de 2013

COZINHA DE SANTO

Daqui a alguns dias comemoraremos a Semana Santa e é tradição na Bahia, na sexta-feira desta semana, alimentar-se de comidas regadas a azeite de dendê e leite de coco, principalmente. Delícias várias desfilam nas mesas das famílias com seus aromas e sabores tentadores. Ricos e pobres optam por este cardápio sedutor.

Muitos destes pratos têm sua origem na cozinha africana e alguns deles também devem ser oferecidos aos Orixás como Obrigações e Oferendas. Mas, tais pratos diferem da comida feita para determinado Santo, uma vez que há uma série de preceitos a serem observados para seu consumo e feitura, desde os utensílios de cozinha e até mesmo de quem os manuseia.

A cozinha de santo nas Nações de Keto, Gêge, Angola, Nagô, Ioruba, Bantos, etc., inclusive no Omolocô quando puxado para uma das outras Nações, difere das cozinhas convencionais, onde se prepara o alimento do homem.

Há preceitos do ritual a ser obedecido e utensílios específicos para feitura dos pratos.

Usa-se a MESA OU BANCA onde se colocam os fogareiros a carvão, se na casa não existe ou não tem FOGÃO DE LENHA. Como medida de precaução e até mesmo de maior higiene a mesa modesta, ou banca, deve ser forrada de folha de Flandres (ou folha de alumínio) que evitará seja a madeira queimada pela quentura dos fogareiros e/ou pelas brasas que escapam pela grelha; ela pode ser um pouco comprida para comportar, ao lado, um grande alguidar ou bacia, onde se procedem a lavagem dos utensílios, panelas e louça; Um FOGAREIRO (ou vários) conforme a necessidade, de ferro, para carvão vegetal; PANELAS DE BARRO, vidradas ou simples, ou então de ferro; AS COLHERES são de pau, de variados tipos; RALOS para coco são de folha; URUPEMA (peneira) é de taquara e o COADOR deve ser de folha; MÁQUINA de moer carne. Atualmente já não se encontra PEDRA DE RALAR, DE MOER (mó) para triturar grãos e por esse motivo só pode ser resolvido com um moinho ou pilão; A escumadeira também é de folha; O FOGAREIRO ou o FOGÃO DE LENHA não se abana para os dois lados, mas sim da Direita para a Esquerda.

Montada a cozinha, há pessoas que nela podem trabalhar. São elas: As IABÁS ou IABASSÊS, as cozinheiras do Santo, trabalham paramentadas, vestidas no Ritual. Colocam ao pescoço a Guia ou Guias do Orixá cujo alimento está sendo preparado ou as guias de seus Orixás. É conveniente ter um depósito ou numa dispensa o material ou ingredientes mais usados para se poder atender rapidamente, ao pedido ou ordem superior, referente a qualquer obrigação. Nestes depósitos não pode faltar: Azeite de dendê, Azeite de Oliveira (azeite doce), Arroz quebradinho, Milho Branco, de milho vermelho, Cebolas, Farinha de mandioca, Feijão fradinho, Feijão branco, Feijão vermelho, Fubá de milho vermelho, Fubá de milho branco, Fubá de Arroz, Maisena, Milho alho, Noz moscada, Ori, Pimenta malagueta e Velas.

Antes de começar o trabalho de cozinhar para o santo, a IABÁ, ou filha de fé, ou filha de santo, acende uma vela ao seu ELEDÁ, próximo ou ao lado do local onde vai executar o dito trabalho e ao lado da vela, um copo d'água. Se o trabalho se alongar e a vela terminar, antes que isso aconteça, acende-se outra sobre o toco que está terminando, uma outra e ao terminar o trabalho, retira-se à vela e o copo d'água de perto do fogão ou fogareiro, colocando-a no PEJI ou em lugar alto para terminar, terminada a vela, despacha-se a água em lugar que haja água corrente, no lavatório, no tanque.

Após o serviço, as brasas dos fogareiros são apagadas com areia, nunca com água. Organizada a cozinha, poderemos a qualquer momento, preparar a iguarias originariamente destinadas aos Orixás tal qual são realizadas na fonte doutrinária do Candomblé.

Há uma série de preceitos a serem observados quando se fala em comida de Santo:

- Não se come despido ou sem camisa, é ofensa ao Anjo da Guarda

- Comer com chapéu na cabeça é comer acompanhado de forças negativas.

- Não se come com o prato na mão; a miséria fareja.

- Não se come as pontas dos animais ou aves; são Axés (pertencem) ao santo.

- Dinheiro sobre a mesa de refeições provoca miséria.

- Quando cai comida no chão ou escapa do talher e vai ao solo é sinal de que existe parente passando necessidade.

- Não se apanha alimento que cai ao chão. É das almas.

- Recebe-se o prato com a mão direita; é benção do prato cheio

- Pão não se joga fora; é corpo de Deus.

- Donzela não serve sal, não corta galinha, nem passa palitos; custa a casar.

Relativamente à cozinheira, prescrevem:

- Não se mexe alimentos que estão cozinhando, no sentido da mão esquerda, senão desanda ou encrua.

- Não se mexe comida de Exu com a mão direita, para não absorver fluídos negativos.

- Antes de começar a cozinhar para o santo, faz-se o sinal da cruz, tudo correrá bem.

- Não bata com a tampa da panela quando estiver cozinhando, afugenta a proteção.

- Quando a comida não quer amolecer, coloca-se na panela, três caroços de milho, amolece rápido.

- Não deve cozinhar para o santo: os homens de corpo sujo e as mulheres de corpo aberto; Corta o efeito das obrigações.

Há uma porção de determinações referentes ao ritual do Candomblé, assim:

- Não se cortam aves ou bichos de quatro pés a não ser nas juntas. O santo recusa.

- Obrigação mal feita ou mal arriada, paga-se em dobro.

- Quando se arreia uma obrigação na encruzilhada, não se volta, nem se passa pelo mesmo caminho durante 24 horas, para não pegar os miasmas de retorno.

- Antes de se sacrificar um animal (quando necessário) nos terreiros, manda-se limpá-lo com o Otí correspondente, sem isso o santo não aceita.

- O Sacrifício de aves e/ou animais só são aplicados em último recurso, pois que atualmente procura-se fazer Imantações com base em Frutos e/ou Pedras preciosas dos diversos Orixás.

Logo, caro leitor internauta, diante do exposto, vê-se que um trabalho/obrigação para o Santo pode até parecer com as iguarias servidas comumente nas mesas baianas na Semana Santa, mas há todo um ritual e preceitos a serem observados quando estes são preparados para um fim específico no Candomblé. Para você o meu desejo de venturas e a benção de Olorum nos seus caminhos, até a próxima postagem!

sábado, 2 de março de 2013

FIO DE CONTAS, UNIÃO ENTRE FIÉIS E ORIXÁS


Alegres, coloridos e cintilantes emprestam a quem os usa a sua proteção ao tempo em que contam toda a história entre aqueles que creem na força e no poder dos Orixás e a sua relação com estes Orixás, permitindo nos identificar a 'quem' o indivíduo pertence. Assim são os fios de contas no candomblé.

Na mitologia do candomblé, os colares de contas aparecem como objetos de identificação dos fiéis aos deuses e o seu recebimento, como momento importante nessa vinculação. A montagem, a lavagem e a entrega dos fios-de-contas constituem momentos fundamentais no ritual de iniciação dos filhos-de-santo, os quais, daí em diante, além de unidos, estão protegidos pelos orixás. Feitos com contas de diferentes materiais e cores, esses fios apresentam uma grande diversidade e podem ser agrupados por tipologias de acordo com os usos e significados que têm no culto. Assim, acompanham e marcam a vida espiritual do fiel, desde os primeiros instantes da sua iniciação até às suas cerimônias fúnebres. Como nos momentos da montagem e do recebimento, também o instante da ruptura é significativo; entretanto, o rompimento do fio-de-contas, mais do que indicar um mau presságio, que assusta e preocupa o indivíduo e a comunidade, pode ser o início de um novo ciclo, um recomeço, um momento de viragem que pede um novo fio. Dos primeiros fios – simples, ascéticos e rigorosos – às contas mais livres, exuberantes, complexas e personalizadas que a pessoa vai produzindo ou ganhando ao longo do tempo, delineia-se o caminho de cada um na sua vinculação aos orixás e à comunidade do terreiro. Assim, mais do que a libertação do gosto particular, as transformações nos colares revelam o conhecimento adquirido pela pessoa e sua ascensão na hierarquia religiosa. De tal modo que um leigo pode passar despercebido por um fio-de-contas ou vê-lo apenas como um adorno, enquanto um iniciado na cultura do candomblé o tomará como um objeto pleno de significados, que pode ser “lido” e no qual é possível identificar a raiz, o orixá da cabeça e o tempo de iniciação, entre outros dados da vida espiritual de quem o usa. Dos ritos secretos e espaços fechados do culto aos orixás, os fios-de-contas ganharam o mundo e adquiriram novos usos. Da África vieram para o Brasil e para todo o mundo onde o candomblé se tem difundido. Pode ser chamado fio-de-contas desde aquele de um fio único de missangas até a um colar com vários fios presos por uma ou várias firmas. A quantidade de fios pode variar de uma nação para outra na correspondência de cargos. Na hierarquia do candomblé toda a pessoa que entra para a religião será um Abiã e assim permanecerá até que se inicie. Ao Abiã só é permitido o uso de dois fios-de-contas simples de um fio só, um na cor branco leitoso que corresponde a Oxalá, de acordo com a nação e um na cor do Orixá da pessoa, quando já tenha sido identificado, dessa forma pode-se saber que a pessoa é um Abiã e qual é o seu Orixá. Um Egbomi usa diversos colares de um fio só, com contas na cor dos Orixás que já tem assentados e estas já podem ser intercaladas com corais ou firmas Africanas. Tipos de fios-de-contas: Yian/Inhãs: Fios de uma só “perna”, isto é, o colar simples de uma só fiada de missangas cuja medida deve ir até a altura do umbigo. Delogum: Colares feitos de 16 fiadas de missangas com um único fecho cuja medida, como os Inhãs, vai até à altura do umbigo. Cada Iaô deve possuir, normalmente, um Delogum do seu orixá principal e outro do orixá que o acompanha em segundo plano. Brajá: longos fios montados de dois em dois, em pares opostos. Podem ser usados a tiracolo e cruzando o peito e as costas. É a simbologia da inter-relação do direito com esquerdo, masculino e feminino, passado e presente. Quem usa esse tipo de colar é um descendente dessa “união”. Humgebê/Rungeve: Feito de missangas marrons, corais e seguis (um tipo de conta). Lagdibá/Dilogum: Feito de fios múltiplos, em conjuntos de 7, 14 ou 21. São unidos por uma firma (conta cilíndrica). As Cores dos fios-de-contas de cada Orixá: Exú – Contas Pretas intercaladas com Contas Vermelhas Ogum – Contas Azul Forte (podem ter apontamentos Vermelhos ou Verdes) Oxóssi – Contas Azul-turquesa Omulú – Contas Brancas Raiadas de Preto ou Contas Marrom Oxumaré – Contas Amarelas Raiadas de Preto ou Verdes Raiadas de Amarelo Ossaim – Contas Verdes Iroko – Contas Verdes intercaladas com Contas Brancas Logun Edé – Contas Azul-turquesa intercaladas com Contas Amarelas ou Brancas Oxum – Contas Douradas ou Contas de Âmbar Iemanjá – Contas Brancas intercaladas com Contas Azul Claro e/ou Contas de Cristal Iansã – Contas Marrom ou Contas de Coral (Vermelho, Salmão) Ibeji – Contas de Todas as Cores Obá – Contas Vermelhas intercaladas com Contas Amarelas Ewá – Contas Vermelho Escuro Nanã – Contas Brancas Riscadas de Azul Xangô – Contas Vermelhas intercaladas com Contas Brancas Oxalá – Contas Branco Leitoso e/ou Contas de Cristal.

Logo, tal simbologia nos permite ler a vida espiritual daqueles que os ostentam. Portanto, caro leitor internauta, caso você seja um membro do Candomblé, cuide bem do seu Orixá para merecer dele a proteção e as benesses. Ostente, com orgulho, os fios de contas a você conferido, a representação física do seu elo com o seu regente de cabeça. A Paz de Olorum com todos! Até a próxima postagem!

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Perda de Entes Queridos: Como superar?


No último dia 27 de janeiro, recebemos com tristeza, a notícia de que um incêndio, na cidade de Santa Maria/RS havia ceifado centenas de vidas de jovens universitários numa festa na boate Kiss, fora o montante de feridos e outros tantos que escaparam da morte nessa ocasião. Assistimos nos noticiários, depoimentos de parentes das vítimas, relatando a dor de ter perdido o ente querido, a incerteza da perda dentre outros tantos dramas que tal tragédia trouxe a várias famílias.

Destacaram-se, ainda atos heroicos daqueles que sacrificaram a própria vida no intuito de pelo menos tentar salvar a vida de outros, conhecidos ou não, da fatalidade da morte. Tal fato, levou-me a refletir sobre esta separação tão abrupta desses jovens, até então cheios de vida e de expectativas futuras de seus entes queridos e mais especificamente, na dor daqueles que os perderam para sempre nesta existência. Suponho, que a grande maioria destes, ao vê-los sair para se divertir, jamais imaginariam que aquela seria a última visão de que teriam deles. Pensei na dor dos pais que tiveram de reconhecer o cadáver de seus filhos e posteriormente, levá-los a última morada. Ou ainda que não fossem filhos, mas parentes que compunham uma família e que naquele momento terminavam a sua curta estadia no mundo dos vivos.

Perder um ente querido significa um dos momentos mais difíceis da existência humana. A dor da separação daqueles que amamos pode ser definida de inúmeras formas. Alguns a descrevem como uma dor no coração indescritível, outros dizem sentir uma sensação de vazio como se a alma estivesse despedaçada, há aqueles também que custam a querer acreditar no que aconteceu. O fato é que a dor da perda não pode ser evitada, mas a maneira de encarar a situação e a compreensão de que a morte não existe pode ajudar as pessoas a passarem por este momento doloroso.

A crença na vida após a morte e que a separação é passageira, diante da eternidade, traz um grande consolo no momento da partida daqueles que amamos.O desespero e a revolta diante desta perda podem prejudicar aqueles que partiram.

Além da busca do consolo espiritual é preciso aprender a lidar com a perda do ente querido. Para compreendermos melhor como trabalhar interiormente esse momento tão difícil e doloroso, o indivíduo que tem conhecimento da existência da vida após a morte aprende a lidar muito melhor com a questão da perda de entes queridos, porque tem uma concepção diferente dos demais, sabe que a perda é apenas física e transitória. Então, quando a pessoa passa por essa situação, muitas vezes de uma forma inesperada ou brutal e tem a crença nos valores espirituais, consegue viver esse período de luto com maiores condições de enfrentar o distanciamento.

Com a dor da perda, o psiquismo sofre muitos danos e se existir uma ligação muito forte entre esses, a pessoa acaba vivendo com um grande drama. Muitas, até, não conseguem se curar quando perdem seus entes queridos.

Então, o que significa esta perda? Em termos práticos, concluímos que não podemos mais conviver com aquele indivíduo tão significativo. Todos nós temos pessoas importantes em nossas vidas, mas se estivermos mais preparados e desenvolvermos o autoconhecimento, aprenderemos a trabalhar melhor com os momentos difíceis. Muitas vezes existe uma dependência emocional muito grande entre elas e a perda parece brutal, até mesmo, desesperadora. Então, uma forma de lidar melhor com essas situações é a busca da psicoterapia. Por intermédio do tratamento, acaba entrando em contato com suas potencialidades internas e desenvolvendo a autoestima, pois em geral, as pessoas muito dependentes das outras são pessoas que não confiam em si mesmas.

O autoconhecimento é uma ajuda para tudo na vida do ser humano, porque as perdas, as dificuldades e as frustrações existem e vão existir sempre. Mas a pessoa aprende, dessa maneira, a ter subsídios emocionais e afetivos suficientes para enfrentar as perdas em geral; aprende a canalizar o seu amor também para outras pessoas.

Falar, expressar seus sentimentos pode ajudar muito, mas apenas isso não resolve totalmente a questão. O tempo também ajuda a pessoa a enfrentar a situação.

É importante que aconteça a comunicação, porque o indivíduo muitas vezes acaba entrando em um estado de isolamento e se distanciar não é a maneira mais adequada de solucionar o problema. Negar, jamais deve ser o caminho de resolução de uma questão, e evitar falar é fugir.

Lidar com a morte não é nada fácil, porque é conviver com a perda. O enfrentamento vem a partir do momento em que tentamos aproveitar a presença de nossos entes queridos enquanto estão conosco, demonstrando carinho e amor, para quando partirem, não sofrermos tanto.

Caro leitor, caso você esteja passando por uma fase de perda de um ente querido, tente levar sua vida adiante, porque quando ficamos presos demais à perda, no futuro acabamos tomando conhecimento de que não vivemos a própria vida e sim, a vida do outro. A vida continua e devemos levá-la da melhor maneira possível. Perdas e ganhos sempre haverão: fazem parte do jogo, do Jogo da Vida. Portanto, estejamos preparados para elas, através do autoconhecimento e da certeza de que nada é eterno. A paz de Olorum em nossos caminhos! Até a próxima postagem!




sábado, 26 de janeiro de 2013

Iniciação, o começo de tudo

Segundo a Wikipédia , Iniciação (do latim initiatio) é um termo que remete a começo, entrada: iniciar um evento, ação, circunstância ou acontecimento. Também tem um significado de ascensão de um nível (abandonado) de existência para um outro nível superior.

A iniciação também é um tipo de cerimônia em muitas sociedades, na qual é introduzido um novo membro após alguma tarefa ou ritual particular. Normalmente o ritual de iniciação envolve a condução do novato por um veterano do grupo, e costuma consistir na exposição de novos conhecimentos - inclusive segredos.

Entre os objetivos de alguns tipos de iniciação, destacam-se o aprendizado de valores fundamentais para a vida no nível seguinte (adulto). O iniciado deve aprender a se fortalecer com o isolamento, sobreviver em condições precárias, estar preparado para as dificuldades da vida (por exemplo, muitas iniciações exigem que o iniciado construa a cabana em que ficará isolado durante o ritual), aprender a caçar, pescar, conhecer a fauna e flora, etc.

Na nação do candomblé Ketu[1] por exemplo (ver iniciação Ketu), a iniciação envolve um retiro de no mínimo 21 dias, em que a pessoa é mantida afastada do que sucede ou se pratica habitualmente, devendo desligar-se de tudo e dedicar-se totalmente aos rituais. O processo ainda vai possibilitar o iniciado a raspar a cabeça, fazer curas (pequenos cortes), assentamento de orixá, com oferecimento de animais, comida ritual, flores e frutas, chamado de feitura de santo.

Portanto, ser iniciado no candomblé é dito "fazer a cabeça": ser preparado para que o Inkice/Orixá passe a habitar no Ori/mutuê (cabeça) do novo adepto.

Há pessoas que tem a curiosidade de saber como se 'faz' um membro do candomblé, como se 'aprende' a ser um 'cuidador de Santo' e como será sua vida doravante. Para estas pessoas, descreverei, de maneira sucinta, 'como' se dá a iniciação de um membro do candomblé.

O ritual começa muito antes do recolhimento, pois o aspirante a iniciação passa por uma fase conhecida como abiã onde ele prepara o seu enxoval para a feitura, que consiste em roupas e demais materiais para o ritual. Prepara também o aqué/zimbo (dinheiro) para o pagamento do "chão", ou seja, o trabalho que este ritual implica e a transmissão do axé .

O noviço passa por vários rituais de limpeza, pelo ritual do bolanã (representa a morte para o mundo profano e o renascimento para o mundo sagrado dos Orixás) e depois pelo recolhimento para o roncó (Quarto Ritual, com acesso somente aos iniciados), onde passará de 07 a 21 dias de iniciação.

Decorrido os 21 dias acontece a festa do Oruncó (a cerimônia do nome, quando a Divindade se identifica na presença de todos) da(o) Iaô/Muzenza (recém iniciado) quando a mesma é apresentada à comunidade de santo como o mais novo membro. É um momento festivo onde todos usam as melhores roupas, recebem os membros ilustres de outros terreiros e demais visitantes.

No dia seguinte, tem a festa da quitanda de erê/vungi(criança). Nela, o iniciado sai para o barracão em estado de consciência infantil. Brinca, come, recebe presentes e tem a quebra das quizilas, ou seja, momento que o iniciado passa por ritual que consiste em uma reiniciação ao mundo profano e reaprende a fazer as atividades diárias e rotineiras. Esta passagem é importante para que não haja choque entre este e o seu orixá/inkice, uma vez que o iniciado, daqui por diante passa a viver plenamente em contato com a divindade e, todas as suas ações podem ter reflexos no seu cotidiano.

O iniciado então, entra em um período de preceito. São três meses que ele usa os colares e símbolos do seu santo/orixá/inkice, veste-se completamente de branco, mantém a cabeça coberta e não lhe é permitido a prática sexual e muitos outros preceitos lhe são impostos. Essa fase é uma das mais importantes, pois agora o iniciado tem a responsabilidade de guardar os seus preceitos e as responsabilidades para com a casa de santo.

A "feitura da cabeça" é um ritual de passagem de grande importância, pois a partir deste o iniciado passará por muitos outros durante a sua vida de culto, em que galgará direitos e posições dentro do culto. Porém, esse período, que consiste a feitura e a guarda dos preceitos, é o principal e que todo iniciado guarda na memória por toda a vida aqui no aiyè. Será objeto de histórias que serão contadas aos seus filhos, netos, aos seus futuros irmãos de santo e quem sabe, filhos de santo.

Cada pessoa é filho de um determinado orixá/inkice, ou seja, aquela energia é a linha magnética da sua vida e a feitura vai proporcionar o equilíbrio do ser humano com a sua energia mais pura e mais espiritualizada. É o que se chama de santo de cabeça. Geralmente cada pessoa possui um pai, em primeiro lugar e uma mãe em segundo ou vice-versa, ou seja, um santo de princípio masculino e outro de princípio feminino, podendo haver exceções de dois princípios iguais. A cabeça do filho também é composta por um séquito de orixás, que compõe toda a sua história e é revelado através do Oráculo mais conhecido no Brasil, que é o jogo de búzios, por onde os orixás/inkices falam e dão os seus recados aos habitantes da Terra.

No candomblé todos têm o seu santo de cabeça, ou seja a sua energia primordial, porém, nem todos são obrigados a passar pela iniciação. Não há como se fugir dessa energia, uma vez que ela é o princípio vital de todo ser vivo. Logo, caro leitor internauta, é de competência individual cuidar de seu orixá regente mesmo não passando pelo ritual de iniciação, mas mostrar devoção e respeito ao orixá que guia o seu destino, para que este o guarde e o livre de todo mal.

Axé a todos vocês e a Luz de Olorum a frente de seus caminhos sempre! Até a próxima postagem!



Fonte:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Inicia%C3%A7%C3%A3o

sábado, 12 de janeiro de 2013

Bem aventurados são os que sofrem...

Começo de 2013, findos os festejos de fim 2012, aos poucos, a vida retoma o seu curso normal. Vivemos um tempo de férias e de alta estação turística que culmina com os dias do Reinado de Momo. Corpos a mostra, muito sol e calor: É verão, a estação mais esperada do ano! Mas, o período não é só de diversão. Também presenciamos as altas nos preços dos itens de básicos de sobrevivência, do pagamento de impostos (reajustados, é claro!), compra de material escolar e de reajustes do salário mínimo e dos benefícios pagos aos aposentados, impulsionadores de uma avalanche de outros reajustes atrelados a estes a exemplo dos planos de saúde, remédios e tudo o que permeia o cotidiano desta faixa da população brasileira tão explorada e sem direito de defesa.

Segundo fontes da imprensa, foi concedido aos pensionistas e aposentados do INSS que recebem um valor maior que o salário mínimo, o percentual de 6,2% . Os benefícios de quem recebe até um salário mínimo terão um aumento de 9%. Conflitante com a realidade de nossos representantes junto ao Governo que determinam o valor de reajuste de seus próprios salários em índices que chegam a 100% sem falar nas ajudas de custo, franquias e incentivos para que pelo menos compareçam ao setor de trabalho. Triste realidade!

Uma pessoa que parou de trabalhar por estar com a idade avançada ou mesmo por uma incapacidade física, não pode mais exercer uma atividade que lhe garanta o sustento e de sua família, vê-se obrigado a aceitar o que lhe for concedido e fazer mirabolâncias para sobreviver. Lamentável e vergonhosa tal situação.

Assistimos, estarrecidos, políticos corruptos, com penas decretadas, serem empoçados para exercer cargos públicos de alto escalão e de poder usufruir de regalias e benefícios que esta posição lhes proporcionarão, com valores salariais já bem reajustados por seus antecessores, enquanto que aqueles que contribuíram por toda uma vida profissional, anos a fio, perceberão parcas quantias para realizar o 'truque de sobreviver'. Vivemos um tempo de inflação velada, constatada por uma simples análise do custeio dos itens que compõem a cesta básica, a cada vez que vamos ao supermercado. Aí, atribui-se a culpa da elevação de preços ao excesso de chuvas ou a falta delas, entre tantas outras desculpas para tal. Ora, pergunto-lhe, caro leitor internauta, como sobreviver com um reajuste anual frente a tantos outros, quase que diários e em progressão geométrica!? Equação difícil de resolver, principalmente, para aqueles que já não podendo compor a massa da população ativa, ainda tem que arcar com despesas médicas além das tantas outras básicas de sobrevivência. Tais questionamentos me vem a cabeça sempre que vejo tamanho descaso dos nossos representantes frente a uma classe tão indefesa e necessitada como a dos pensionistas e aposentados.

Recordam-se, então, as promessas em campanha política, nas quais são apresentados planos e 'n' alternativas que resolveriam a situação daqueles que estão impossibilitados de trabalhar. Gostaria de ver, tais indivíduos conseguirem bancar com esse teto salarial, sem seus gabinetes luxuosos, boas roupas e carros de luxo e tudo o que permeia suas vidas de opulência e fartura. E ainda se dizem 'representantes do povo' … no mínimo hilário.

Estrategicamente, aproveitam-se do clima natalino, da euforia das compras permitidas pelo pagamento do 13º salário parar 'anestesiar' o povo e desviar o foco dos acontecimentos que virão. Aí, o inadvertido cidadão, compra exacerbadamente, faz festa no cartão de crédito, se endivida e com seu parco salário tenta atravessar o 'Ano Novo' nadando contra a maré, com seus poucos 'por cento' de reajuste, juntando os tostões, se afundando em empréstimos para, numa tentativa desesperada, saldar os compromissos!

Como se não bastasse, ainda vem a euforia momesca, para ajudar a camuflar a situação financeira calamitosa e a contração de novas dívidas.

É com pesar que vejo a situação do empregado que recebe o salário mínimo, bem como dos pensionistas e aposentados da previdência social. Indefesos e ingênuos, ainda depositam sua fé nas urnas de votação para eleger àqueles que não estão se importando com a situação precária na qual vivem. Vão aos comícios, distribuem 'santinhos', se uniformizam com camisas promocionais de candidatos e recebem como resposta, reajustes torpes e indignos para levar a vida decentemente.

Apelo para seu bom senso, brasileiro nesta condição, para fazer da hora de votar, um momento de consciência e ponderar bastante antes de apertar a tecla 'confirma' da urna de votação.

Ao tempo em que me desculpo junto ao caro leitor, pela minha cartase, mas senti tal necessidade mediante esse aviltante índice de reajuste.

A todos renovo meu desejo de um 2013 de muita prosperidade e vitórias em nome de Olorum!

Até a próxima postagem!

sábado, 29 de dezembro de 2012

2013 com OGUM a frente dos Caminhos! Ogum iê!


“Ogum poderoso do mundo

O próximo a Deus

Aquele que tem água em casa, mas prefere banho com sangue

Aquele que tem roupa em casa

Mas prefere se cobrir de mariô

Poderoso do mundo

Eu o saúdo

Que eu não depare com sua ira

Eu saúdo Ogun

Eu o saúdo, aquele que tem água em casa, mas prefere banho de sangue

Que o sangue caia no chão para que haja paz e tranquilidade

Axé”

O jogo de Ifá mostra que 2013 será regido por Ogum, o glorioso guerreiro, que sempre nos socorre em nossos momentos de aflição. Aquele que nos ampara em nossas demandas do dia a dia, nos socorrendo quando forças estranhas tentam de todas as formas nos afastarem dos caminhos que traçamos para que possamos nos aproximar de Deus e de nossos Orixás, em busca do aperfeiçoamento de nosso espírito.

Sincretizado como São Jorge tem algumas particularidades com o Santo católico, e a maior delas, é justamente a batalha, pois a exemplo de Jorge que sempre amparava os Cristãos em sua luta contra os “pagãos”, Ogum sempre amparou os povos africanos em suas guerras tribais.

Atualmente, Ele nos ampara labor diário, fortalecendo nos para trabalhar, nos auxiliando em busca do progresso, nos dando forças para superar as agruras da vida, e assim por diante.

2013 será regido por Ele, e vem auxiliado por Oyá, que será sua companheira por todo o ano, e vem ainda com Obaluayê e Oxum Marê.

Obaluayê, traz para nós a promessa de cura para muitas doenças que até então tidas como incuráveis, independente do esforço da medicina para diminuir o sofrimento daqueles que convalescem em seus leitos, também, traz com este Orixá, o desvendar de muitos mistérios da humanidade.

Oxum Marê nos traz caminhos de riqueza, de prosperidade, de transformação. Afinal Oxum Marê é o arco íris, é aquele que leva água para o céu para que Olorúm e os Orixás possam beber. Traz ainda Oxum Marê a promessa de uma vida melhor para nós do Santo que fizermos por merecer.

Porém, com Oyá, Ogum traz a justiça implacável acima de todas as coisas. Chegou o momento de todos nós acertarmos as contas que devemos. Oyá tanto é guerreira, como é a Senhora da justiça e juntamente com Ogum, vem pedindo para o povo de Santo, não temer as perseguições que vimos sofrendo, pois a justiça se aproxima e novos tempos se aproximam.

Independente da religião, temos que nos lembrar de que: “com a mesma força que julgarmos nosso semelhante, assim Deus nos julgará”. E nossos Orixás, nada mais são que a manifestação da Justiça Divina, desta Lei que se aplica a todos nós.

Ogum ainda nos promete um ano de fartura, de boa colheita, contradizendo assim, aqueles que professam fome, miséria e outras coisas mais. Como Senhor do ferro e do aço, sabemos que foi Ele quem inventou as ferramentas agrícolas e ensinou o homem a arar a terra, para assim tirar dela seu sustento.

Agora, neste ano em que irá governar nosso mundo, ele nos traz a promessa de mesa farta, de boa colheita e de sorte nos negócios e trabalhos. Temos, pois, um bom ano para iniciarmos novos projetos, para darmos rumo novo em nossas vidas, porém temos que nos ater ao merecimento individual, e nos lembrar de que nada teremos se nada merecermos.

E que este julgamento compete a Deus e seus Orixás e não aos zeladores de santo. Logo, se não conseguir alcançar o que deseja, faça uma reflexão de sua vida no ano que passou e reveja sua postura dentro do Santo.

Devemos entrar o ano vestindo as cores de Ogum, de Oxalá ou de Yemanjá, e se possível entregar oferendas a Yemanjá e Oxalá pedindo que seu filho Ogum, nos enxergue com bons olhos e que este Glorioso Guerreiro, nos traga sua prosperidade.

E a você , caro leitor internauta, fica aqui registrado o meu agradecimento por mais um ano de sua atenção aos textos postados neste blog, nosso instrumento de comunicação, onde contribuimos mutuamente para o nosso crescimento espiritual e o desejo de um 2013 promissor e cheio de realizações! Que Olorum renove nossas energias para vencermos os obstáculos que se colocarem a nossa frente! Grande Abraço! Até a próxima postagem!


Quem sou eu

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Pedagogo por formação, terapeuta holístico cuja mediunidade aflorou aos 5 anos de idade e desde então vêm crescendo na sua trajetória de vida voltando-se aos estudos da espiritualidade. Alia a mística e a ciência para ajudar a aqueles que o procuram para auxiliar na transposição de obstáculos que a vida a eles impõe.

Além de terapeuta holístico (registrado na Ordem dos Terapeutas Holísticos do Brasil, sob cadastro OTH015), numerólogo, também é adepto do Candomblé e tem como Orixá Iansã, Deusa dos Raios, a qual é regente da vida dele: “Em Iansã, deposito toda fé e confiança! “ – palavras de Alyryo.

Aqui, ele esclarece sobre aspectos desta Entidade, através de artigo publicado na revista 'A História dos Orixás' páginas 50 a 52(Clique aqui para acessá-las).

Aqueles que tiverem dúvidas, curiosidades ou mesmo questionamentos sobre assuntos inerentes a:

Numerologia,

Cartomancia,

Jogo de Búzios(IFÁ),

Psicanálise Holística,

Terapia de Vidas Passadas(TVP)

Poderão dirimi-las em contato direto com este médium-vidente pelo e-mail:'alyriobrasileiro@yahoo.com.br'ou pelo tel: (71) 8158.4582 sendo estes também os contatos para marcação de consultas
( que também podem ser feitas por telefone)

Ao Internauta:

Este blog é um canal aberto entre mim e o público em geral. Para que possamos nos comunicar e discutir sobre temas vários como o Candomblé, religião da qual sou adepto a 27 anos.
Nele também estão postadas reportagens feitas comigo pela imprensa baiana e paulista aos quais falo um pouco sobre o meu trabalho como terapeuta e como médium, além de contar como tudo começou já na minha infância.
Espero poder contar com a colaboração de todos os internautas que o acessarem deixando seus comentários sobre as minhas postagens para que possamos crescer juntos em experiências e fazer novas amizades.
Em tempo, convido aqueles que desejarem conhecer mais sobre o meu trabalho que façam contato pelas vias aqui divulgadas.
Enfim, que este seja nosso ‘espaço virtual’ onde poderemos manter contato e estreitarmos nossos laços de amizade! Sejam todos bem vindos!"

Obrigado Amigos! Ultrapassamos a marca dos 1.000 acessos!

Ultrapassamos a marca de 1.000 acessos ao nosso Blog! Dado este pontuado desde o seu lançamento em Junho de 2010 e nesta oportunidade gostaria de agradecer o apoio de todos os que o acessaram e que nos deram retorno das postagens que realizei durante o período.

Fico muito feliz com a aceitação do trabalho, o que me estimula a prosseguir usando este canal de comunicação com o mundo, onde posso expressar minha ideias e opiniões ao tempo em que também me possibilita saber o que pensa o público que me procura tanto presencial quanto virtualmente. Fora a oportunidade de falar sobre a minha religião o Candomblé, da qual sou adepto a 27 anos na qual ponho toda fé e dela me considero um instrumento de ajuda para aqueles que dela tanto necessitam.

Gostaria que me enviassem sugestões de temas que vocês gostariam de ver comentados por mim no blog e que também me ajudem a divulgar a existência desta nossa via de comunicação.

Mais uma vez agradeço as visitas, críticas e sugestões: através destas é que crescemos e aprendemos sempre! Que Olorum ilumine os nossos caminhos!

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