sábado, 12 de janeiro de 2013

Bem aventurados são os que sofrem...

Começo de 2013, findos os festejos de fim 2012, aos poucos, a vida retoma o seu curso normal. Vivemos um tempo de férias e de alta estação turística que culmina com os dias do Reinado de Momo. Corpos a mostra, muito sol e calor: É verão, a estação mais esperada do ano! Mas, o período não é só de diversão. Também presenciamos as altas nos preços dos itens de básicos de sobrevivência, do pagamento de impostos (reajustados, é claro!), compra de material escolar e de reajustes do salário mínimo e dos benefícios pagos aos aposentados, impulsionadores de uma avalanche de outros reajustes atrelados a estes a exemplo dos planos de saúde, remédios e tudo o que permeia o cotidiano desta faixa da população brasileira tão explorada e sem direito de defesa.

Segundo fontes da imprensa, foi concedido aos pensionistas e aposentados do INSS que recebem um valor maior que o salário mínimo, o percentual de 6,2% . Os benefícios de quem recebe até um salário mínimo terão um aumento de 9%. Conflitante com a realidade de nossos representantes junto ao Governo que determinam o valor de reajuste de seus próprios salários em índices que chegam a 100% sem falar nas ajudas de custo, franquias e incentivos para que pelo menos compareçam ao setor de trabalho. Triste realidade!

Uma pessoa que parou de trabalhar por estar com a idade avançada ou mesmo por uma incapacidade física, não pode mais exercer uma atividade que lhe garanta o sustento e de sua família, vê-se obrigado a aceitar o que lhe for concedido e fazer mirabolâncias para sobreviver. Lamentável e vergonhosa tal situação.

Assistimos, estarrecidos, políticos corruptos, com penas decretadas, serem empoçados para exercer cargos públicos de alto escalão e de poder usufruir de regalias e benefícios que esta posição lhes proporcionarão, com valores salariais já bem reajustados por seus antecessores, enquanto que aqueles que contribuíram por toda uma vida profissional, anos a fio, perceberão parcas quantias para realizar o 'truque de sobreviver'. Vivemos um tempo de inflação velada, constatada por uma simples análise do custeio dos itens que compõem a cesta básica, a cada vez que vamos ao supermercado. Aí, atribui-se a culpa da elevação de preços ao excesso de chuvas ou a falta delas, entre tantas outras desculpas para tal. Ora, pergunto-lhe, caro leitor internauta, como sobreviver com um reajuste anual frente a tantos outros, quase que diários e em progressão geométrica!? Equação difícil de resolver, principalmente, para aqueles que já não podendo compor a massa da população ativa, ainda tem que arcar com despesas médicas além das tantas outras básicas de sobrevivência. Tais questionamentos me vem a cabeça sempre que vejo tamanho descaso dos nossos representantes frente a uma classe tão indefesa e necessitada como a dos pensionistas e aposentados.

Recordam-se, então, as promessas em campanha política, nas quais são apresentados planos e 'n' alternativas que resolveriam a situação daqueles que estão impossibilitados de trabalhar. Gostaria de ver, tais indivíduos conseguirem bancar com esse teto salarial, sem seus gabinetes luxuosos, boas roupas e carros de luxo e tudo o que permeia suas vidas de opulência e fartura. E ainda se dizem 'representantes do povo' … no mínimo hilário.

Estrategicamente, aproveitam-se do clima natalino, da euforia das compras permitidas pelo pagamento do 13º salário parar 'anestesiar' o povo e desviar o foco dos acontecimentos que virão. Aí, o inadvertido cidadão, compra exacerbadamente, faz festa no cartão de crédito, se endivida e com seu parco salário tenta atravessar o 'Ano Novo' nadando contra a maré, com seus poucos 'por cento' de reajuste, juntando os tostões, se afundando em empréstimos para, numa tentativa desesperada, saldar os compromissos!

Como se não bastasse, ainda vem a euforia momesca, para ajudar a camuflar a situação financeira calamitosa e a contração de novas dívidas.

É com pesar que vejo a situação do empregado que recebe o salário mínimo, bem como dos pensionistas e aposentados da previdência social. Indefesos e ingênuos, ainda depositam sua fé nas urnas de votação para eleger àqueles que não estão se importando com a situação precária na qual vivem. Vão aos comícios, distribuem 'santinhos', se uniformizam com camisas promocionais de candidatos e recebem como resposta, reajustes torpes e indignos para levar a vida decentemente.

Apelo para seu bom senso, brasileiro nesta condição, para fazer da hora de votar, um momento de consciência e ponderar bastante antes de apertar a tecla 'confirma' da urna de votação.

Ao tempo em que me desculpo junto ao caro leitor, pela minha cartase, mas senti tal necessidade mediante esse aviltante índice de reajuste.

A todos renovo meu desejo de um 2013 de muita prosperidade e vitórias em nome de Olorum!

Até a próxima postagem!

sábado, 29 de dezembro de 2012

2013 com OGUM a frente dos Caminhos! Ogum iê!


“Ogum poderoso do mundo

O próximo a Deus

Aquele que tem água em casa, mas prefere banho com sangue

Aquele que tem roupa em casa

Mas prefere se cobrir de mariô

Poderoso do mundo

Eu o saúdo

Que eu não depare com sua ira

Eu saúdo Ogun

Eu o saúdo, aquele que tem água em casa, mas prefere banho de sangue

Que o sangue caia no chão para que haja paz e tranquilidade

Axé”

O jogo de Ifá mostra que 2013 será regido por Ogum, o glorioso guerreiro, que sempre nos socorre em nossos momentos de aflição. Aquele que nos ampara em nossas demandas do dia a dia, nos socorrendo quando forças estranhas tentam de todas as formas nos afastarem dos caminhos que traçamos para que possamos nos aproximar de Deus e de nossos Orixás, em busca do aperfeiçoamento de nosso espírito.

Sincretizado como São Jorge tem algumas particularidades com o Santo católico, e a maior delas, é justamente a batalha, pois a exemplo de Jorge que sempre amparava os Cristãos em sua luta contra os “pagãos”, Ogum sempre amparou os povos africanos em suas guerras tribais.

Atualmente, Ele nos ampara labor diário, fortalecendo nos para trabalhar, nos auxiliando em busca do progresso, nos dando forças para superar as agruras da vida, e assim por diante.

2013 será regido por Ele, e vem auxiliado por Oyá, que será sua companheira por todo o ano, e vem ainda com Obaluayê e Oxum Marê.

Obaluayê, traz para nós a promessa de cura para muitas doenças que até então tidas como incuráveis, independente do esforço da medicina para diminuir o sofrimento daqueles que convalescem em seus leitos, também, traz com este Orixá, o desvendar de muitos mistérios da humanidade.

Oxum Marê nos traz caminhos de riqueza, de prosperidade, de transformação. Afinal Oxum Marê é o arco íris, é aquele que leva água para o céu para que Olorúm e os Orixás possam beber. Traz ainda Oxum Marê a promessa de uma vida melhor para nós do Santo que fizermos por merecer.

Porém, com Oyá, Ogum traz a justiça implacável acima de todas as coisas. Chegou o momento de todos nós acertarmos as contas que devemos. Oyá tanto é guerreira, como é a Senhora da justiça e juntamente com Ogum, vem pedindo para o povo de Santo, não temer as perseguições que vimos sofrendo, pois a justiça se aproxima e novos tempos se aproximam.

Independente da religião, temos que nos lembrar de que: “com a mesma força que julgarmos nosso semelhante, assim Deus nos julgará”. E nossos Orixás, nada mais são que a manifestação da Justiça Divina, desta Lei que se aplica a todos nós.

Ogum ainda nos promete um ano de fartura, de boa colheita, contradizendo assim, aqueles que professam fome, miséria e outras coisas mais. Como Senhor do ferro e do aço, sabemos que foi Ele quem inventou as ferramentas agrícolas e ensinou o homem a arar a terra, para assim tirar dela seu sustento.

Agora, neste ano em que irá governar nosso mundo, ele nos traz a promessa de mesa farta, de boa colheita e de sorte nos negócios e trabalhos. Temos, pois, um bom ano para iniciarmos novos projetos, para darmos rumo novo em nossas vidas, porém temos que nos ater ao merecimento individual, e nos lembrar de que nada teremos se nada merecermos.

E que este julgamento compete a Deus e seus Orixás e não aos zeladores de santo. Logo, se não conseguir alcançar o que deseja, faça uma reflexão de sua vida no ano que passou e reveja sua postura dentro do Santo.

Devemos entrar o ano vestindo as cores de Ogum, de Oxalá ou de Yemanjá, e se possível entregar oferendas a Yemanjá e Oxalá pedindo que seu filho Ogum, nos enxergue com bons olhos e que este Glorioso Guerreiro, nos traga sua prosperidade.

E a você , caro leitor internauta, fica aqui registrado o meu agradecimento por mais um ano de sua atenção aos textos postados neste blog, nosso instrumento de comunicação, onde contribuimos mutuamente para o nosso crescimento espiritual e o desejo de um 2013 promissor e cheio de realizações! Que Olorum renove nossas energias para vencermos os obstáculos que se colocarem a nossa frente! Grande Abraço! Até a próxima postagem!


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Inveja,Olho Gordo e Mau olhado!

Somos energia e como tal, o Mau olhado, a inveja e o olho gordo podem nos afetar, como as plantas e os animais também podem ficar enfraquecidos por essas pragas espirituais.

Os olhos são órgãos sagrados, capazes de potencializar energias e intensificar o poder dos pensamentos e a vibração do espírito. Emitem assim energias positivas que curam quando as pessoas tem uma mediunidade desenvolvida e energias negativas como olho gordo, o mau olhado para aqueles de espírito vulgar, que querem ver definhar o que está florescendo.

O “olho gordo” é a canalização, através dos olhos de alguém muito sensível capaz de emitir energias destrutivas, através de uma energia interna gerada pelo desejo de possuir o que é dos outros, pela inveja.

Não há como não associar a inveja ao mau olhado e ao olho gordo, pois são suas irmãs, sua consequência imediata.

Quando uma pessoa sente que não pode ter algo, seja alcançar um grau espiritual, uma certa riqueza material, a felicidade no amor que só o outro tem, a inveja começa a corroer a sua alma.

O espírito do invejoso lança olhares de maldade, pelo olho que tudo vê, pela terceira visão (mau olhado) e começa a desejar que aquilo que está vendo definhe (olho gordo), tudo movido pelo mesmo veneno chamado inveja.

Mau olhado e olho gordo são pragas espirituais que aprendemos a combater logo nos primeiros anos de iniciados no candomblé.

Para os leigos, pode consumir muita energia e esforço para se livrar desses fenômenos que minam nossa energia e nos fazem sentir cansados depois de uma longa noite de sono.Pode fazer aparecer repentinamente um peso nos ombros como se estivéssemos carregando o mundo as nossas costas. Bocejos intermináveis surgem do nada. Então, por causa do mau olhado e olho gordo até acidentes com muitas perdas, ruína financeira ou a separação sem explicação de um amor que era perfeito e transforma-se em uma tempestade feroz pelo olho gordo de alguém.

A inveja é a arma dos incompetentes, está presente em nosso cotidiano, nos rondando e não depende da crença para existir. Ser alvo de inveja ou cobiça nos incomoda muito e algumas vezes até nos faz sentir culpa por nossas conquistas.

Sempre haverá com alguém com inveja do seu carisma, do seu trabalho, de seus amigos e até dos seus bens. É um dos piores sentimentos do comportamento humano.

A pessoa invejosa tem aquela vontade frustrada de querer algo que você possui e que ela não tem ou até mesmo querer que você não tenha nada daquilo que possui.

Quando o invejoso se depara com alguém admirável, seu primeiro impulso é denegrir a imagem daquela pessoa, pois ele não suporta a ideia de que o invejado foi mais agraciado que ele. Ele está sempre preocupado com a vida alheia do que com a sua e não desfruta o que a vida lhe oferece.

A Inveja e a Cobiça são sentimentos bem semelhantes, no dicionário do Aurélio, a inveja é o desgosto ou o pesar pelo bem ou a felicidade de outrem; desprezar diante do bem de alguém, é o desejo violento de possuir o bem alheio. E a cobiça é o desejo sôfrego, veemente, de possuir bens materiais; é avidez, é cupidez, é ambição desmedida de riqueza.

A inveja é um dos sentimentos mais destrutivos que existem e é um dos mais perigosos pecados capitais, é a tristeza frente ao sucesso do outro. Na verdade, esse sentimento é mais nocivo para quem sente, do que a quem é invejado, é uma enfermidade da alma.

Sentimento torpe e difícil de ser eliminado e que não deixa de ser um vício. A inveja é originada pelo medo, insegurança, orgulho e egoísmo.

Existe a inveja autodestrutiva que é a mais nociva e a criativa, que é a mais moderada, a que encara o outro como um exemplo a ser seguido. Não que a inveja seja algo positivo, mas ela também pode ter o seu lado bom, como uma fonte de motivação onde surge um processo de superação dando estímulo para que a pessoa trabalhe com as suas potencialidades.

Esse sentimento mesquinho destruidor da paz tem um efeito devastador. O invejoso pensa: “já que não tenho o que o outro tem, então vou destruí-lo”. A inveja é a mãe do ódio, que causa a alegria com a desgraça do próximo.

Desarmar-se um invejoso elogiando-o, é uma atitude simples e eficiente, comentando sobre seus pontos fortes, assim você estará neutralizando a pessoa invejosa.

Quando falamos em inveja, sempre mencionamos o fato de estar sendo invejado, o invejoso é sempre o outro, mas e quando a situação se inverte torna-se delicada, pois é um grande desafio eliminá-la. É difícil admitir que sentimos inveja, é algo que camuflamos debaixo de sete chaves, mas quando admitimos, sem culpa, é mais fácil de gerenciá-la. É bom observarmos em nós esse tipo de sentimento para não praticarmos inconscientemente ou conscientemente atos hostis.

Alerte-se quando a felicidade do outro causar desconforto, tristeza ou raiva, porque esses sentimentos vão sendo instalados em nós de forma gradativa. Não é bom compararmos obsessivamente a nossa vida com as conquistas e sucessos dos outros. Temos que crer em nosso potencial, nas nossas virtudes. Logo, seja você mesmo! O nosso autoconhecimento ainda é a melhor arma.

O invejoso sente-se inferiorizado mediante a vitória ou conquista do outro, não suportando as diferenças.

Para os invejosos, não se deixe contaminar por energias de baixa vibração, pode até espelhar-se nos melhores, mas não supervalorizando-os demais. Bom mesmo é focar-se nos seus próprios objetivos e desejos, desapegando-se da ilusão que o ego impõe. Supere-se! Lembre-se sempre de que “Nós existimos não para sermos melhores que os outros, mas para sermos melhores que nós mesmos”.

Mau olhado é o que acontece quando olhamos com inveja, julgamento e ódio para o que outra pessoa possui.

A explicação assustadora é que não temos que ser pessoas más para atrair mau olhado.

Infelizmente, todos nós fazemos isso com bastante frequência, embora inconscientemente, sem perceber as consequências.

O mundo é estrategicamente organizado para que todas as pessoas em nossas vidas compartilhem do mesmo comportamento negativo que nós temos. Ou seja, eles nos espelham, para que possamos ter a oportunidade de enxergar aquilo que precisamos mudar de forma proativa em nós.

No entanto, ou não temos consciência disso ou, caso tenhamos ouvido falar sobre o assunto, esquecemos. É importante lembrar que, no instante em que escolhemos sucumbir aos pensamentos de crítica, inveja e ódio, estamos apertando o gatilho em nossa própria direção. Em outras palavras, quando lançamos mau olhado sobre outra pessoa, abrimos a porta para que o mau olhado e as forças do acerto de contas recaiam sobre nós.

Isto por causa da lei universal conhecida como Efeito Bumerangue – o que vai, volta.

Assim, depende de nós cuidar de nós mesmos. E sempre será assim. Parte do motivo pelo qual julgamos os outros é por duvidar que possamos ter o que a outra pessoa possui. Não temos a certeza de que o Criador quer aquele mesmo sucesso e felicidade para nós.

Logo, toda vez que você estiver olhando para alguém e pensar:

“Por que não tenho isso?” ou “Não gosto dessa pessoa”, faça o seguinte:

1. Relacione três coisas na sua vida que você aprecie.

2. Lembre-se de que o que você não gosta na outra pessoa é algo que lhe desagrada em você mesmo.

Ao se concentrar em apreciar o que você possui, ao invés de olhar para o que os outros têm e você não, você consegue neutralizar sua inveja, desarmar seu ciúme e pôr um fim a todos os seus atos de julgamento, para proteger a si próprio e aos outros do seu próprio mau olhado!

Caro leitor internauta, foque suas metas de vida nos seus objetivos, sem se preocupar com as conquistas alheias. Monte suas estratégias para vencer os obstáculos que a vida lhe impor. Assim as vitórias virão, naturalmente, resultado de seus esforços. Vença sendo você mesmo!

A Paz de Olorum presente na sua vida, especialmente nesta época natalina em que refletimos sobre nossos atos em relação ao próximo, na comemoração do nascimento de Cristo, renovando a nossa fé! Muita Luz em seus caminhos! Até a próxima postagem! Abraço fraterno a todos!

sábado, 1 de dezembro de 2012

As Ervas no Candomblé


As ervas tem um profundo significado no Candomblé. Delas emanam energias purificantes e impulsionadoras que são utilizadas para limpeza de energias deletérias, cura de doenças dentre tantas outras utilizações. Cada Orixá trabalha com determinado tipo de ervas, as vezes até combinadas com sangue de animais para realização de trabalhos específicos para determinadas necessidades. Portanto, não devem ser utilizadas sem a devida orientação e manipulação. As ervas detém grande quantidade de Axé (Energia mágica-universal, sagrada) e quando bem combinadas entre si, detém forte poder de limpeza da aura e produzem energia positiva.

Um banho, com o Axé das ervas dos Orixá do Candomblé, age sobre a aura eliminando energias negativas, produzindo energias positivas.

Um banho de ervas reúne as ervas adequadas a cada caso, agindo diretamente sobre esses distúrbios, eliminando os sintomas provocados pelo acúmulo de energias negativas.

Folhas sagradas, Ewé Orò ou Folhas de Orô é como são chamadas as folhas, plantas, raízes, sementes e favas utilizadas nos preceitos e cerimônias como água sagrada das Religiões Afro-brasileiras.

A folha tem uma importância vital para o povo do santo, sem ela é impossível realizar qualquer ritual, dai existe um termo curriqueiro do povo do santo que diz: ko si ewe, ko si Orixa ou seja, (sem folha não existe Orixá).

Todas as folhas possuem poder, mas algumas têm finalidades específicas e nem todas servem para o banho ritual, nem para os ritos. O seu uso deve ser estritamente recomendado pelo Babalorixá ou em comum acordo com o Babalosaim (sacerdote conhecedor da ação, reação e consequência do poder das folhas), pois só estes sabem a polaridade energética, "positiva ou negativa" de cada uma delas e a necessidade de cada indivíduo. Para sua utilização nos ritos, deve-se saber as Sasanha (cânticos específico para folha) e o Ofó (palavras sagradas) que despertam seu poder e força "axé". Ossaim é o grande Orixa das folhas, grande feiticeiro, que por meio das folhas pode realizar curas, pode trazer progresso e riqueza. É nas folhas que está à cura para vários tipos de doenças, para corpo e espírito. Portanto, precisamos lutar sempre por sua preservação, para que consequências desastrosas não nos atinjam.

Água sagrada, Agbo ou simplesmente água de Abô, são os nomes usados pelo povo de santo para denominar a mistura de folhas sagradas, usada na feitura de santo até a última obrigação chamada de axexe.

Sua utilização é larga e irrestrita, significando principalmente a ligação entre o Orum e Aiye (mundo dos Orixás e o dos Homens). Proporcionando o fortalecimento físico e espiritual, prevenindo e até mesmo curando certos tipos de doenças, segundo alguns estudos. Também usado na sacralização de objetos como fio de contas e espaços sagrados.

Sua preparação é complexa, com ritos que pode durar até sete dias. A presença de um Babalorixá e de um Babalosaim é indispensável para sua confecção, pois neste ato litúrgico são exaltados os cânticos de sasanha.

Além de respeitar horários para a colheita das 16 folhas sagradas, sendo oito tipos de folha chamada "fixas" (Ewe Oro) e 8 tipos de folhas "variáveis" (Ewe Orixás), de acordo com o Orixá que se esteja trabalhando, são utilizados, obi, orobo , azeites, mel e até mesmo (Ejé) sangue de animais sacrificados, entrarão nesta misteriosa mistura, tão importante para esta cultura também denominada como Jêje-Nagô.

Ewe oro e Ewe Orixás são folhas sagradas pertinentes a cada terreiro, podendo variar de acordo com sua regência, todavia são escolhidas ou herdadas de forma ordenada, geralmente seguindo um equilíbrio: folha gún (excitante “quente”) , seu significado em nagô é “chama transe”, associada com uma folha èrò (calma “fria”), que é catalisadora da propriedades de outras plantas, formando assim uma parceria perfeita, para uma sintonia harmônica .

As folhas gún ou èrò podem ser macho (agboro) ou fêmea (Yagbá). Na realidade o que distingue sua associação são as formas, se pontiagudas são consideradas masculinos se arredondadas femininos, todas elas tem o domínio do Orixá Osanyin.

Portanto caro leitor internauta, não use ervas sem a orientação devida e no caso de fins medicinais, não o faça sem indicação médica, pois para se medicar com plantas você precisa realmente conhecê-las. Peça ajuda aos especialistas da área (ou caso você seja estudioso destas matérias, até adquirir uma confiança e capacitação própria). Lembro ainda que existem ervas frias e quentes que quando combinadas formam a essência desejada para cada Orixá. Logo, não devemos tomar banho de ervas sem ter absoluta certeza que ela não seja contra-indicada ao nosso ori e ao nosso Orixá!

Baseado em bibliografia, revistas, textos encontrados na Internet e relatos populares.

Que sempre possamos contar com a Paz de Olorum em nossas vidas e a Sua Luz nos nossos Caminhos! Até a próxima postagem!


domingo, 11 de novembro de 2012

Guerras em Nome de Deus

Vivemos em constante evolução o que nos leva a alcançar , em velocidade espantosa, conquistas em várias áreas do saber. O que já foi um dia previsão futurista, hoje é realidade e por vezes até aperfeiçoada da versão original. Diante disso, como ainda se pode conceber que conflitos de interpretação e/ou ideologias possam levar a guerra entre povos. E o que é o mais lastimável... em nome de Deus!

É com pesar que devemos reconhecer, ser de responsabilidade das divergências entre as religiões, e em particular do cristianismo por esse clima de violência reinante no mundo. Na realidade atual, das guerras que infestam o mundo, mais da metade tem motivações religiosas. Em Israel, judeus e islamitas; no sul da India, hindus e muçulmanos; na Argélia, muçulmanos fundamentalistas contra os moderados; na Irlanda, protestantes e católicos, etc. As religiões que deveriam fomentar a Paz, tem sido inspiradoras de violência.

Ao rever a História, constata-se que foi pior. Quantos crimes se cometeram em nome de Deus? Em 1572, na famosa “Noite de São Bartolomeu”, que se prolongou por mais dois dias, os católicos assassinaram aproximadamente 70.000 pessoas, protestantes ou suspeita de serem colaboradores. Em Roma, o Papa Gregório XII, celebrou um culto de ação de graça pelo feito.

Para a maioria das pessoas, a fidelidade a sua fé se verifica pelo combate a todos os que professam a fé de modo diferente. No Brasil, até poucos anos ainda se discriminavam protestantes, e há quem ainda veja as religiões afro-brasileiras como coisas do demônio. Quem anda pelo interior do Brasil, percebe a diversidade cultural e religiosa do povo.

Percebe-se que as igrejas não se educaram ainda para conviver com esse pluralismo. Aqui e ali, as guerras religiosas continuam e ainda será necessário que se estabeleçam as bases para que católicos e evangélicos (e até mesmo evangélicos entre si), cristãos e não-cristãos assinem um novo e mais amplo “Tratado de Paz”.

O fundamentalismo é uma doença que surgiu no cristianismo e hoje se espalha por todas as religiões do mundo. Os fundamentalistas acreditam que somente eles interpretam corretamente as Escrituras e que Deus lhes confiou a missão de salvar a verdadeira religião dos inimigos que a ameaçam. Foi assim que, no tempo do nazismo, muitos religiosos sinceros concordaram que se mandassem os judeus, ciganos e Testemunhas de Jeová para os campos de extermínio.

Cada vez que, um padre acha que só os católicos têm o direito de expressar a sua fé, ele está no mesmo caminho da intolerância e da guerra religiosa. Da mesma forma, quando um pastor durante madrugadas em programas de televisão se aproveita das fraquezas humanas fazendo proselitismo, pensa que a fé se transmite aos gritos, e quanto mais ruidosa a assembléia mais anuncia o Evangelho, corre o risco de testemunhar um Deus intransigente, completamente oposto ao modo de Jesus se aproximar das pessoas.

Atualmente, muita gente sente no coração o desejo de aprofundar uma vida interior e quer trilhar o caminho da fé. Mas tem dificuldade de aceitar o peso das estruturas religiosas. A maioria que se engaja numa igreja, o faz porque sabe que precisa do apoio de uma comunidade para viver a sua fé, e avançar no caminho de Deus.

Mas de fato, a espiritualidade, ou seja, uma vida inspirada e conduzida pelo Espírito de Deus existe em todas as religiões e pode se desenvolver também para além de qualquer uma delas, pois não depende das estruturas humanas, mas da busca perseverante desse Deus de Paz.

Deus não assinou contrato de exclusividade com nenhum grupo e nem é prioridade de ninguém. A Bíblia revela que “o Eterno habita numa luz inacessível e a Ele homem algum jamais viu, nem é capaz de ver” (I Tm. 6:16). Por outro lado, afirma que “Deus é amor e toda pessoa que ama, conhece a Deus e vive com Ele” (I Jo. 4:16).

Deus é mistério. O que as religiões dizem e ensinam sobre Deus, é uma aproximação parcial. Jesus só falou do Pai e do Reino de Deus em parábolas. Por isso, precisamos ter humildade no modo de falar de Deus. Não somos donos dele. Se formos amorosos e humildes, Ele é quem nos possui. Estamos todos no caminho escuro da fé.

A Bíblia é para os que nela crê, “uma lâmpada que brilha num lugar escuro, até que o dia clareie e o sol brilhe direto em nossos corações” (II Pe. 1:19).

Deus quis assim: a sua própria Palavra, que é Luz para os nossos caminhos e alegria para o nosso coração. É também uma palavra humana e, por isso, limitada, como cremos que o Filho de Deus se fez carne em Jesus, com limitações humanas.

O Evangelho conta que Jesus elogiou a fé confiante da mulher fenícia, que ao que tudo indica, tinha uma religião diferente da judaica, na qual Ele, Jesus, foi educado. O Senhor aceitou curar o servo do oficial romano de Cafernaum, encontrou a mulher samaritana, inimigos de Israel, e disse a ela, que mesmo que a salvação vinha dos judeus, chegou a hora em que o culto de Deus não ficaria restrito nem em Jerusalém nem em Samaria, pois “Deus é espírito, e convinha que seus adoradores o adorassem em espírito e em verdade” (Jó. 4:24).

De fato, tanto no mundo como no interior dos templos, onde Deus se revela, as armas de guerra são transformadas em foices e enxadas para lavrar a terra e produzir frutos. Hoje, os líderes das religiões e ministros das igrejas cristãs, como também o papa, insistem: “Nenhuma guerra é santa ou justa. Só a paz é um caminho justo para a humanidade. Príncipe da paz é um dos nomes dos cinco Anjos enviado para salvar os homens” (Is. 9:6). Pois, são oito Príncipes no total II Ped. 1; 5, 6 e 7.

Olorum é sinônimo de Paz, harmonia e o amor o seu símbolo maior. Ele está presente no coração de todo ser que praticar o bem ao seu semelhante e amá-lo acima de todas as coisas. Logo, num mundo tão evoluído nas ciências é inconcebível se guerrear em nome daquele que é puro amor e comunhão, que por divergências de ideias se derrame sangue de inocentes. Seja uma semente da Paz que tem como solo fecundo o coração do seu próximo: esta é a forma de ser um representante de Deus, seja qual for a sua religião.

A Paz de Olorum com todos! Até a próxima postagem!


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Pombagira, a Sedução

Desde os primórdios da humanidade, exercitamos a arte da Sedução. O que seria então esse mágico poder de encantar ao outro com fins de atingir determinados objetivos? Estaria no jeito de olhar, de falar, de sorrir? Incógnita que paira no ar e nos levar a refletir. Foi por esse misterioso poder que Adão mordeu o fruto proibido, 'seduzido' por Eva e esta última pela serpente, representante do mal. Esse dentre tantos exemplos presentes na História e nas lendas. No Candomblé, temos tal poder personificado nas Pombas-Giras, que são Exús fêmeas ligadas a sexualidade e a magia, tendo várias áreas de domínio: amor, sexo, sentimentos.
As Pombagiras têm um nome cabalístico: KLÉPOTH. Cada uma atende por um nome diferente( rainha das 7 catacumbas, Maria Padilha, etc.)
Maria Padilha é uma das principais entidades do Candomblé, da linha da esquerda, sendo também conhecida por Dona Maria Padilha, considerada a Rainha das Pombagiras. É a Rainha do Reino da Lira, Rainha das Marias. É a mulher de Exu Rei das 7 Liras, ou Exu Lúcifer, como é conhecido nas Kimbandas.
Ela é vista como o espírito de uma mulher muito bonita e sedutora, que em vida teria sido uma fina prostituta ou cortesã influente.
Maria Padilha é uma Pombagira poderosa capaz de auxiliar em problemas de amor, saúde, afastar indesejáveis, desmanchar feitiços.
As mulheres que trabalham com esta entidade tem uma personalidade muito forte e são geralmente extremamente sensuais e atraentes. Amam como ninguém, mas se forem traídas facilmente odeiam seus parceiros amorosos. É a protetora das prostitutas. Gosta do luxo e do sexo. Suas roupas são geralmente vermelhas e pretas, usa uma rosa nos seus longos cabelos negros, gosta de festas e dança.
As suas oferendas são: cigarros, champanhe, rosas vermelhas em número ímpar, jóias, cosméticos, espelhos, mel, licor de anis. Os seus trabalhos são geralmente despachados em encruzilhadas em “T”. Os sacrifícios a oferecer-lhe: galinha vermelha e cabra. A saudação: Laroyê, Exu! (“Salve, Exu!”).
Maria Padilha, tem vários nomes: Maria Padilha Rainha dos 7 Cruzeiros da Kalunga; Maria Padilha Rainha das 7 Encruzilhadas; Maria Padilha Rainha dos Infernos; Maria Padilha Rainha das Almas; Maria Padilha das Portas do Cabaré; Maria Padilha Rainha das 7 facas; Maria Padilha Rainha da Figueira dentre outros. O maior segredo para pedir e obter o que pedir para Maria Padilha, está na fé nela e no respeito por ela.
É a Rainha do reino da Lira(Lira é uma cidade africana, que fica nas fronteiras orientais do Reino Baganda), também conhecida como "Rainha do Candomblé" ou Rainha das Marias.
Rainha do Candomblé não pelo culto africanista aos Orixás, senão por ser essa palavra sinônimo de dança e música ritual.
Devemos dizer que a Pomba Gira representa o poder feminino feiticeiro, comparável com as Iyami Oxorongá dos Iorubás. Ela pode ter muitos maridos, que se tornam seus escravos ou empregados.
Em terras bantas é originalmente chamada de "Aluwaia-Pombagira", esta é uma palavra africana de um idioma do povo banto (Angola), erroneamente confundido por algumas pessoas desinformadas com palavras do português "pomba, um pássaro" e "gira, sentido de rodar".
É bonita, jovem, sedutora, elegante, feminina, mas também tem vidência, é certeira e sempre tem algum conselho para aqueles que estão sofrendo por um amor, mas também é usada sua força para desmanchar feitiços, para pedir proteção e curar varias doenças.
Ela gosta de ser respeitada e admirada e é ponta de agulha: quem brinca com ela geralmente vai morar na sepultura!
Sua característica principal é ser festeira. Adora festas com ritualísticas e alegria, daí à ser chamada de Rainha do Candomblé. Prefere bebidas suaves, vinhos doces, licores, cidra, champagne, anis, etc.
Gosta de cigarros e cigarrilhas de boa qualidade, assim também como lhe atrai o luxo, o brilho, destaque, flores e perfumes, usa sempre muitos colares, anéis, brincos, pulseiras.
A Pombagira, cultuada nos candomblés, é um desses personagens muito populares no Brasil. Sua origem está nos candomblés, em que seu culto se constituiu a partir de entrecruzamentos de tradições africanas e européias.
Na língua ritual dos candomblés angola (de tradição banto), o nome de Exu é Bongbogirá. Certamente Pombagira (Pomba Gira) é uma derivação de Bongbogirá, e o nome acabou por restringir-se à qualidade feminina de Exu.
Dona Pombagira, que tem um lugar muito especial nas religiões afro-brasileiras, pode também ser encontrada nos espaços não religiosos da cultura brasileira: nas novelas de televisão, no cinema, na música popular, nas conversas do dia a dia.
O Candomblé cultua a veneração aos orixás, não fazendo distinção entre o bem e o mal no sentido judaico-cristão, uma vez que seu sistema de moralidade se baseia na relação estrita entre homem e orixá, relação essa de caráter propiciatório e sacrificial, e não entre os homens como uma comunidade em que o bem do indivíduo está inscrito no bem coletivo.
A Pombagira tem jeito de prostituta, ora do bordel mais miserável ora de elegantes salões de meretrício, jogo e perdição; vez por outra é a grande dama, fina e requintada, mas sempre dama da noite. Nas religiões afro-brasileiras, todo o cerimonial é cantado ao som dos atabaques, geralmente também dançado. As cantigas dos candomblés são instrumentos de identidade das entidades. Assim, canta-se para Pombagira quando ela chega incorporada:
“De vermelho e negro/Vestida na noite o mistério traz/Ela é moça bonita/Oi, girando, girando, girando lá”
Se, por vezes, tanto Exus como Pombagiras podem vir muito elegantes e amigáveis, jamais serão, entretanto, confiáveis e desinteressados. Todo mundo tem medo de Exu e Pombagira, ou pelo menos diz que tem. Desconfia-se deles, pois, se de fato são entidades diabólicas, não merecem confiança, mesmo quando deles nos valemos. Fazem questão de demonstrar animosidade.
Pombagira vem sempre para trabalhar e trabalhar contra aqueles que são seus inimigos e inimigos de seus devotos. Considera seus amigos todos aqueles que a procuram necessitando seus favores e que sabem como agradecer-lhe e agradá-la. Deve-se presentear Pombagira com coisas que ela usa no terreiro, quando incorporada: tecidos sedosos para suas roupas, nas cores vermelho e preto, perfumes, jóias e bijuterias, champanhe e outras bebidas, cigarro, cigarrilha e piteiras, rosas vermelhas abertas (nunca botões), além das oferendas de obrigação - os animais sacrificiais (sobretudo no Candomblé) e os despachos deixados nas encruzilhadas, cemitérios e outros locais, a depender do trabalho que se faz, sempre iluminados por velas vermelhas, pretas e, às vezes, brancas.
Para ser-se amigo e devoto de Pombagira é preciso ter uma causa pela qual ela possa trabalhar, pois é o feitiço que a fortalece e lhe dá prestígio:
Não há guardador de santo que admita trabalhar para o mal. O mal, quando acontece, é sempre uma consequência do bem, pois as situações que envolvem os Exus são sempre situações contraditórias.
Amores mal resolvidos, traições matrimoniais dentre tantas outras 'peripécias do coração' podem ser resolvidas pelas Pombagiras, mas sabendo o recorrente a ela que terá que agradá-la e respeitá-la para obter suas graças. A Ela, meu respeito em sua Magnitude! A Paz de Olorum conosco! Até a próxima postagem!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Omi Beijada! Oraieiêu Oxum!

Outubro, mês em que dedicamos o dia 12, a N.Sra. Aparecida , Oxum no Candomblé, genitora por excelência, ligada particularmente à procriação. Deusa das águas doces reina sobre os rios, também divindade do ouro e dos metais amarelos. Vaidosa, foi a segunda esposa de Xangô, tendo vivido anteriormente com Ogun, Orunmilaiá ,Odé Oxossi. Maternal, carinhosa e muito apegada às crianças, amante da beleza e do adorno. Por este amor de Oxum as crianças e ao seu elo com a maternidade, será assunto desta postagem, os orixás crianças, chamados de Ibeji.

Ibeji é o Orixá-Criança, em realidade, duas divindades gêmeas infantis, ligadas a todos os orixás e seres humanos. Divide-se em masculino e feminino, protegem os que ao nascer perderam algum irmão (gêmeo), ou tiveram problemas de parto.

Por serem gêmeos, são associados ao princípio da dualidade; por serem crianças, são ligados a tudo que se inicia e nasce: a nascente de um rio, o nascimento dos seres humanos, o germinar das plantas, etc. No ALTO CANDOMBLÉ são cultuados como Xangô e/ou Oxum crianças. Os IBEJIS são saudados em rituais específicos de Oxum e, nos grandes sacrifícios dedicados a ela, também recebem oferendas.

Na África, as crianças representam a certeza da continuidade, por isso os pais consideram seus filhos sua maior riqueza. Preocupar-se com os sustento das crianças é frequente entre os povos negros, haja a vista a miséria das cidades africanas e a situação do negro na escravidão e na diáspora.

Ibeji na nação Ketu, ou Vunji nas nações Angola e Congo. É o Orixá Erê, ou seja, o Orixá criança. É a divindade da brincadeira, da alegria; a sua regência está ligada a infância. Eles indicam a contradição, os opostos que caminham juntos a dualidade de todo o ser humano, mostrando que todas as coisas, em todas as circunstâncias, tem dois lados e que a justiça só pode ser feita se as duas medidas forem pesadas, se os dois lados forem ouvidos.

Ibeji está presente em todos os rituais do Candomblé pois, assim como Exú, se não for bem cuidado pode atrapalhar os trabalhos com as suas brincadeiras infantis, desvirtuando a concentração dos membros de uma Casa de Santo. Na África, os IBEJIS são indispensáveis em todos os cultos. Merecem o mesmo respeito dispensado a qualquer Orixá, sendo cultuados no dia-a-dia. Eles não exigem grandes coisas, seus pedidos são sempre modestos; o que espera como, todos os Orixás, é serem lembrados e cultuados.

O poder dos IBEJIS jamais pode ser negligenciado, pois o que um orixá faz os IBEJIS podem desfazer, mas o que os IBEJIS fazem nenhum outro ORIXÁ desfaz. E mais: eles se consideram os donos da verdade. É o Orixá que rege a alegria, a inocência, a ingenuidade da criança. A sua determinação é tomar conta do bebê até à adolescência, independentemente do Orixá que a criança carrega.

Ibeji é tudo o que existe de bom, belo e puro; uma criança pode-nos mostrar o seu sorriso, a sua alegria, a sua felicidade, o seu falar, os seus olhos brilhantes. Na natureza, a beleza do canto dos pássaros, nas evoluções durante o voo das aves, na beleza e perfume das flores.

A criança que temos dentro de nós, as recordações da infância. Tudo aquilo de bom que nos aconteceu na nossa infância, foi regido, gerado e administrado por Ibeji. Portanto, Ibeji já viveu todas as felicidades e travessuras que todos nós, seres humanos, vivemos.

A lenda e a história de Ibeji, é revivida a cada momento feliz de uma criança. Ao menos para manter vivo este importante Orixá, procure dar felicidade a uma criança. Transmita esta felicidade, contagie o seu próximo com ela. Encante Ibeji com a magia do sorriso, com o amor de uma criança. E seja Ibeji, feliz!

Reconhecemos os filhos de Ibeji ao vermos pessoas com temperamento infantil, jovialmente inconsequentes; nunca deixam de ter dentro de si a criança que já foram. Costumam ser brincalhões, sorridentes, irrequietos – tudo, enfim, o que se possa associar ao comportamento típico infantil.

Muito dependentes nos relacionamentos amorosos e emocionais em geral, podem revelar-se teimosamente obstinados e possessivos. Ao mesmo tempo, a sua leveza perante a vida revela-se no seu eterno rosto de criança e no seu modo ágil de se movimentar, a sua dificuldade em permanecer muito tempo sentado, extravasando energia.

Podem apresentar bruscas variações de temperamento, e uma certa tendência a simplificar as coisas, especialmente em termos emocionais, reduzindo, às vezes, o comportamento complexo das pessoas que estão em seu torno a princípios simplistas como “gosta de mim – não gosta de mim”. Isso pode fazer com que se magoem e se decepcionem com alguma facilidade.

Ao mesmo tempo, as suas tristezas e sofrimentos tendem a desaparecer com facilidade, sem deixar grandes marcas. Como as crianças, em geral, gostam de estar no meio de muita gente, das atividades desportivas, sociais e das festas.

Portanto, caro leitor, neste dia dedicado a Oxum e as crianças, é um momento bem propício para fazermos as crianças sorrirem, não só com a dádiva de um presente físico, mas também de refletirmos no sentido de lhes proporcionar um futuro promissor, repensando nossas atitudes em relação ao meio ambiente no intuito de preservá-lo, ou mesmo de sorrir para elas ou provocar que um sorriso brote de suas faces. Libere o Ibeji que está em você, seja feliz fazendo seu semelhante feliz! A Paz de Olorum com todos! Até a próxima postagem!

Quem sou eu

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Pedagogo por formação, terapeuta holístico cuja mediunidade aflorou aos 5 anos de idade e desde então vêm crescendo na sua trajetória de vida voltando-se aos estudos da espiritualidade. Alia a mística e a ciência para ajudar a aqueles que o procuram para auxiliar na transposição de obstáculos que a vida a eles impõe.

Além de terapeuta holístico (registrado na Ordem dos Terapeutas Holísticos do Brasil, sob cadastro OTH015), numerólogo, também é adepto do Candomblé e tem como Orixá Iansã, Deusa dos Raios, a qual é regente da vida dele: “Em Iansã, deposito toda fé e confiança! “ – palavras de Alyryo.

Aqui, ele esclarece sobre aspectos desta Entidade, através de artigo publicado na revista 'A História dos Orixás' páginas 50 a 52(Clique aqui para acessá-las).

Aqueles que tiverem dúvidas, curiosidades ou mesmo questionamentos sobre assuntos inerentes a:

Numerologia,

Cartomancia,

Jogo de Búzios(IFÁ),

Psicanálise Holística,

Terapia de Vidas Passadas(TVP)

Poderão dirimi-las em contato direto com este médium-vidente pelo e-mail:'alyriobrasileiro@yahoo.com.br'ou pelo tel: (71) 8158.4582 sendo estes também os contatos para marcação de consultas
( que também podem ser feitas por telefone)

Ao Internauta:

Este blog é um canal aberto entre mim e o público em geral. Para que possamos nos comunicar e discutir sobre temas vários como o Candomblé, religião da qual sou adepto a 27 anos.
Nele também estão postadas reportagens feitas comigo pela imprensa baiana e paulista aos quais falo um pouco sobre o meu trabalho como terapeuta e como médium, além de contar como tudo começou já na minha infância.
Espero poder contar com a colaboração de todos os internautas que o acessarem deixando seus comentários sobre as minhas postagens para que possamos crescer juntos em experiências e fazer novas amizades.
Em tempo, convido aqueles que desejarem conhecer mais sobre o meu trabalho que façam contato pelas vias aqui divulgadas.
Enfim, que este seja nosso ‘espaço virtual’ onde poderemos manter contato e estreitarmos nossos laços de amizade! Sejam todos bem vindos!"

Obrigado Amigos! Ultrapassamos a marca dos 1.000 acessos!

Ultrapassamos a marca de 1.000 acessos ao nosso Blog! Dado este pontuado desde o seu lançamento em Junho de 2010 e nesta oportunidade gostaria de agradecer o apoio de todos os que o acessaram e que nos deram retorno das postagens que realizei durante o período.

Fico muito feliz com a aceitação do trabalho, o que me estimula a prosseguir usando este canal de comunicação com o mundo, onde posso expressar minha ideias e opiniões ao tempo em que também me possibilita saber o que pensa o público que me procura tanto presencial quanto virtualmente. Fora a oportunidade de falar sobre a minha religião o Candomblé, da qual sou adepto a 27 anos na qual ponho toda fé e dela me considero um instrumento de ajuda para aqueles que dela tanto necessitam.

Gostaria que me enviassem sugestões de temas que vocês gostariam de ver comentados por mim no blog e que também me ajudem a divulgar a existência desta nossa via de comunicação.

Mais uma vez agradeço as visitas, críticas e sugestões: através destas é que crescemos e aprendemos sempre! Que Olorum ilumine os nossos caminhos!

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